CAPÍTULO 7

 

EXEMPLO DE MANIPULAÇÃO EM LEGAL

 

Este capítulo é dedicado à apresentação de um exemplo real de uso da linguagem. Inicialmente descreve-se a estrutura geral de um programa usando a linguagem LEGAL. A seguir apresenta-se um procedimento metodológico desenvolvido no INPE para elaboração de cartas temáticas de Vulnerabilidade Natural à Erosão. Na sequência mostra-se como é possível automatizar algumas etapas do procedimento metodológico apresentado anteriormente e apresenta os dados utilizados e resultados obtidos. Finalmente é feita uma comparação dos resultados obtidos através da linguagem com os resultados disponíveis, que foram obtidos através de manipulação manual dos dados.

7.1 - ESTRUTURA DE UM PROGRAMA EM LEGAL

Um programa em LEGAL é formado por uma sequência de comandos, sendo que cada comando determina uma ação a ser executada pelo sistema. As ações podem ser de três tipos: ações de declaração, ações de instanciação e ações de atribuição.

{

declarações

instanciações

atribuições.

}

 

O interpretador de comandos da linguagem LEGAL, descrito no capítulo 5, lê cada comando encontrado e executa a ação determinada pelo comando. Somente uma ação é executada a cada instante. A sequência de comandos de um programa em LEGAL deve estar em um arquivo no formato ASCII, seu início é determinado pela primeira ocorrência do caracter {, e o seu fim determinado pelo caracter }. Outras ocorrências do par { , } podem acontecer dentro da sequência de camandos do programa.

Ações de declaração

Cada ação de declaração define o nome de uma ou mais variáveis que poderão ser utilizadas no decorrer do programa. Toda variável deve ser declarada antes de ser usada por algum comando da linguagem. É através destes nomes de variáveis que o programa acessa os dados geográficos disponíveis no banco. Além de definir o nome de uma variável, a ação de declaração também determina que categoria de dados geográficos presentes no banco poderão posteriormente ser associados a este nome.

Sintaxe:

 

Classe básica < nome da variável> ( "categoria de dados da variável");

 

Exemplos:

 

Tematico solos ("pedologia");

Define o nome da variável solos, cuja classe do modelo conceitual do SPRING é temática, e que poderá ser associada a planos de infomação da categoria pedologia.

Numerico solonumerico ("ponderacoes");

Define o nome da variável solonumerico, cuja classe do modelo conceitual do SPRING é numérica, e que poderá ser associada a planos de informação da categoria ponderações.

Imagem TM5 ("ancoras");

Tabela pesos (Ponderacao);

 

Maiores informações sobre a sintaxe dos comandos da linguagem podem ser encontradas no apêndice I e nos manuais do sistema SPRING.

Ações de instanciação

A ação de instanciação associa um nome de variável declarada anteriormente, através de uma ação de declaração, a um plano de informação presente no banco de dados, ou associa o nome de uma variável a um plano de informação que está sendo criado pela ação de instanciação.

Uma ação de instanciação é caracterizada pelos comandos Recupere e Novo. O comando Recupere associa o nome de uma variável a um plano de informação existente no banco de dados geográfico corrente; já o comando Novo cria um novo plano de informação no banco de dados e associa este novo plano ao nome de uma variável declarada anteriormente e presente antes do sinal de "=".

Sintaxe:

nome da variável = Comando (parâmetros);

 

Exemplos:

 

solos = Recupere (Nome="solos_224");

Associa o nome da variável solos ao plano de informação solos_224, presente no banco de dados.

solonumerico = Novo (Nome = "soloponderado", ResX=60, ResY=60,

Escala = 100000, Min=1, Max=3);

Cria no banco de dados o plano de informação soloponderado e associa este plano à variável do programa de nome solonumerico.

Ações de atribuição.

Uma ação de atribuição consiste em associar a uma variável declarada e instanciada o resultado de uma expressão envolvendo os operadores da linguagem e os dados recuperados do banco corrente.

Exemplos:

solonumerico = 2.35 * Pondere (solos,pesos);

Na versão 2.0.4, para a execução de um programa em LEGAL, é necessário estar rodando o SPRING, tendo um banco e um projeto ativos.

 

7.2 - EXEMPLO DE APLICAÇÃO

Para exemplificar a utilização da linguagem e validar os operadores zonais optou-se por usar uma aplicação cujos dados de entrada e resultados estavam disponíveis. Isso permitiu a comparação com os resultados obtidos através dos operadores da linguagem LEGAL.

O objetivo da aplicação usada como exemplo é fazer o mapeamento do grau de resistência ao processo natural à erosão de uma determinada região geográfica de estudo. A metodologia usada para elaborar este mapeamento foi desenvolvida no INPE para uso na primeira fase do Zoneamento Ecológico Econômico(ZEE) dos estados da Amazônia Legal e usa imagens orbitais como âncora na determinação das unidades homogêneas de paisagem (Crepani et al.,1996).

Para dar subsídios ao leitor no entendimento do exemplo de uso da linguagem, apresenta-se a seguir o roteiro metodológico para elaboração de cartas temáticas de Vulnerabilidade Natural à Erosão. Uma descrição completa da metodologia pode ser encontrada em (Crepani et al.,1996) e (Becker e Egler,1996).

7.2.1 - ROTEIRO METODOLÓGICO PARA ELABORAÇÃO DE CARTAS TEMÁTICAS DE VULNERABILIDADE NATURAL À EROSÃO*

O procedimento metodológico desta aplicação, segundo a metodologia desenvolvida no INPE, pode ser divido em 7 etapas, conforme ilustrado na figura 7.1.

 

 

Figura 7.1 - Fluxograma do roteiro metodológico usado na elaboração de cartas temáticas de vulnerabilidade à erosão.

A seguir descreve-se sucintamente cada etapa:

A - Levantamento e aquisição de material cartográfico e de imagens de satélite

· Adquirir imagens do sensor Thematic Mapper (TM) do satélite LANDSAT, bandas 3,4,5;

· Levantar dados bibliográficos da região;

· Adquirir mapas temáticos do RADAMBRASIL ( geológico, geomorfológico, solos, fitoecológico) na escala 1:1.000.000;

· Adquirir carta topográfica da área de estudo na escala 1:250.000.

B - Preparação de "overlay" de interpretação

· Consiste na compilação cartográfica de pontos de referência, tais como drenagem, estradas, cidades, etc., obtidos diretamente sobre a carta topográfica do IBGE, na escala 1:250.000.

C - Elaboração de mapa preliminar de Unidades Homogêneas

· Consiste na elaboração de um mapa preliminar de unidades homogêneas de paisagem obtidas a partir da análise e interpretação das imagens do sensor Thematic Mapper (TM) do satélite LANDSAT, considerando os padrões fotográficos identificados pela variação dos matizes de cores, e pelos elementos texturais de relevo e drenagem. Estas unidades homogêneas são classificadas como unidades territoriais básicas (utbs), e segundo Becker e Egler (1996), uma unidade territorial básica exprime o conceito geográfico de zonalidade através de atributos ambientais que permitem diferenciá-la de outras unidades vizinhas, ao mesmo tempo em que possui vínculos dinâmicos que a articulam a uma complexa rede integrada por outras unidades territoriais. As particularidades de cada unidade territorial básica permitem que seja elaborado um mapa de unidades homogêneas de paisagem da região geográfica de estudo.

D - Associação de mapa preliminar de Unidades Homogêneas com dados auxiliares

· Consiste na associação de dados auxiliares temáticos preexistentes tais como, mapas geológicos, geomorfológicos, mapas de solos e de cobertura vegetal, com o mapa preliminar de unidades homogêneas obtido na etapa "C". Esta associação permite caracterizar tematicamente cada unidade homogênea.

E - Avaliação da vulnerabilidade de Unidades Homogêneas

· Estabelecer a vulnerabilidade natural de cada unidade homogênea considerando a relação entre os processos de morfogênese e pedogênese, a partir da análise integrada da rocha, do solo, do relevo e da vegetação. Informações complementares dos efeitos do clima e de uso da terra são também considerados.

· Expressar a vulnerabilidade natural pela atribuição de valores de estabilidade para cada unidade homogênea considerando o conceito de análise ecodinâmica de Tricart (1977, 1992). Assim, a estabilidade é classificada conforme o observado na tabela 7.1.

Tabela 7.1 - Valores de estabilidade de unidades de paisagem

FONTE: (Crepani et al., 1996, pag. 7)

Unidade

Relação pedogênese /morfogênese

Valor

Estável

Prevalece a pedogênese

1,0

Intermediária

Equilíbrio entre pedogênese e morfogênese

2,0

Instável

Prevalece a morfogênese

3,0

Modificada de Tricart, (1977).

 

· A estabilidade ou vulnerabilidade, resistência ao processo natural à erosão, das unidades de paisagem natural é definida pela análise integrada do conjunto rocha, solo, relevo, vegetação e clima. Os elementos considerados em cada componente físico da paisagem são descritos a seguir:

¨ tipo de rocha (comportamento quanto à erosão)

Þ muito resistente

Þ moderado

Þ pouco resistente

¨ tipo de solo (comportamento quanto à erosão)

Þ muito resistente

Þ moderado

Þ pouco resistente

¨ forma de relevo (influência da forma de relevo na erosão)

Þ não favorece

Þ moderado

Þ favorece

¨ tipo de vegetação e densidade de cobertura (influência da vegetação)

Þ não favorece

Þ moderado

Þ favorece

O uso da terra e o clima (temperatura, intensidade de precipitação e distribuição de precipitação durante o ano) são parâmetros também considerados pela metodologia.

Os aspectos que são considerados para caracterizar uma unidade homogênea do ponto de vista da estabilidade e vulnerabilidade são os seguintes:

Þ A resistência à erosão das rochas que compõem uma unidade de paisagem natural é consequência do grau de coesão destas rochas. Por grau de coesão das rochas entende-se a intensidade da ligação entre os minerais ou partículas que as constituem (Crepani et al., 1996).

Þ A resistência do solo ao processo de erosão é consequência do tipo de solo e de suas caraterísticas físicas, tais como, textura, estrutura, porosidade, permeabilidade, profundidade, e pedregosidade.

Þ A influência do relevo no processo de erosão é consequência da sua morfologia que se subdivide em morfografia, aspectos descritivos do terreno como sua aparência, e em morfometria, aspectos quantitativos do relevo como altitude, amplitude altimétrica, declividade e intensidade de dissecação pela drenagem.

Þ A cobertura vegetal representa a defesa da unidade de paisagem contra os efeitos dos processos modificadores das formas de relevo. A ação da cobertura vegetal na proteção da paisagem se dá de diversas maneiras: 1) evita o impacto direto contra o terreno das gotas de chuva que promovem a desagregação das partículas; 2) impede a compactação do solo que diminui a capacidade de absorção de água; 3) aumenta a capacidade de infiltração do solo pela difusão do fluxo de água. A densidade de cobertura vegetal da unidade de paisagem determina o fator de proteção da unidade (Crepani et al., 1996).

A integração destes dados temáticos, que estão em escala de medida nominal, é feita segundo um modelo que estabelece 21 classes de vulnerabilidade à erosão, distribuídas entre as situações de predomínio dos processos de pedogênese (às quais se atribuem valores próximos de 1,0), passando por situações intermediárias (às quais se atribuem valores ao redor de 2,0) e situações de predomínio dos processos erosivos modificadores das formas de relevo, morfogênese (às quais se atribuem valores próximos de 3,0) (Crepani et al., 1996).

Este modelo de integração é aplicado individualmente a cada tema, dentro de cada unidade ambiental, atribuindo a cada unidade uma nota correspondente ao comportamento, em relação à erosão, da classe do tema presente na unidade.

Por exemplo, para o tema geologia, se o tipo de rocha presente na unidade apresenta alto grau de coesão, atribui-se à unidade nota próxima à estabilidade (1,0). Se o tipo de rocha presente na unidade apresenta valores intermediários no seu grau de coesão, atribui-se nota ao redor de 2,0 à unidade. E por fim, se o tipo de rocha presente na unidade apresenta baixa resistência à erosão, pequeno grau de coesão, atribue-se nota próximo à vulnerabilidade (3,0). O resultado desta integração é a vulnerabilidade de cada unidade ambiental devido as informações provenientes de cada tema avaliado, geologia, geomorfologia, vegetação e solos.

A tabela 7.2 resume as 21 classes de vulnerabilidade/estabilidade usadas pelo modelo para integrar os dados temáticos. A representação destas classes em um mapa temático é feita por meio de cores, também mostradas na tabela 7.2.

Tabela 7.2 - Modelo de integração e representação de dados temático

FONTE: (Crepani et al., 1996, pag. 17)


Classes de vulnerabilidade

Escala de Vulnerabilidade

Grau de Vulnerabilidade

GRAU DE SATURAÇÃO

VERM. VERDE AZUL CORES

C1

 

3,0

 

 

255

0

0

C2

 

2,9

 

VULNERÁVEL

255

51

0

C3

 

2,8

 

(Morfogênese)

255

102

0

C4

V

2,7

 

 

255

153

0

C5

U

2,6

 

 

255

204

0

C6

L

2,5

E

MODERADAM.

255

255

0

C7

N

2,4

S

VULNERÁVEL

204

255

0

C8

E

2,3

T

 

153

255

0

C9

R

2,2

A

 

102

255

0

C10

A

2,1

B

MEDIANAM.

51

255

0

C11

B

2,0

I

ESTÁVEL/

0

255

0

C12

I

1,9

L

VULNERÁVEL

0

255

51

C13

L

1,8

I

(morfo/pedo)

0

255

102

C14

I

1,7

D

 

0

255

153

C15

D

1,6

A

MODERADAM.

0

255

204

C16

A

1,5

D

ESTÁVEL

0

255

255

C17

D

1,4

E

 

0

204

255

C18

E

1,3

 

 

0

153

255

C19

 

1,2

 

(Pedogênese)

0

102

255

C20

 

1,1

 

ESTÁVEL

0

51

255

C21

 

1,0

 

 

0

0

255

 

A determinação da classe de vulnerabilidade resultante de uma unidade territorial básica é obtida considerando-se simultaneamente a contribuição de todos os temas. Ou seja, a nota final de cada unidade pode ser obtida por uma média entre as notas individuais de cada tema para cada unidade ambiental. A figura 7.2 ilustra a operação final para determinação da vulnerabilidade resultante.

 

Figura 7.2 - Modelo para estimar a Vulnerabilidade Natural à Erosão de uma Unidade Territorial Básica

As 21 classes de vulnerabilidades apresentadas na tabela 7.2 foram nomeadas conforme a tabela 7.3:

Tabela 7.3 - Nome das classe de vulnerabilidade/estabilidade

 

Classe

Nome

C21

Estável

C20

Estável 1

C19

Estável 2

C18

Estável 3

C17

Moderadamente Estável

C16

Moderadamente Estável 1

C15

Moderadamente Estável 2

C14

Moderadamente Estável 3

C13

Medianamente Estável

C12

Medianamente Estável-Vulnerável

C11

Medianamente Estável_e_ou_Vulnerável

C10

Medianamente Vulnerável-Estável

C9

Medianamente Vulnerável

C8

Moderadamente Vulnerável 1

C7

Moderadamente Vulnerável 2

C6

Moderadamente Vulnerável 3

C5

Moderadamente Vulnerável

C4

Vulnerável 1

C3

Vulnerável 2

C2

Vulnerável 3

C1

Vulnerável

7.2.2 - ELABORAÇÃO DE CARTA DE VULNERABILIDADE USANDO A LEGAL

O roteiro metodológico transcrito na seção anterior foi executado pela equipe responsável pelo projeto ZEE no INPE sobre uma área selecionada, nas seguintes condições:

Como o objetivo do presente trabalho nesta fase visa somente validar e exemplificar os operadores desenvolvidos e mostrar que através de uma linguagem de comandos é possível automatizar etapas repetitivas de manipulação, as etapas A, B e C do roteiro metodológico não foram aqui executadas.

Como na primeira fase do Zoneamento Ecológico Econômico(ZEE) dos estados da Amazônia Legal os parâmetros de uso da terra e de clima não estavam disponíveis e não foram utilizados pelo processo manual, eles também não serão considerados no exemplo aqui apresentado.

7.2.2.1- CONVERSÃO DOS DADOS

Para execução do roteiro metodológico no ambiente de manipulação da linguagem LEGAL foi necessário converter os dados para o formato digital e geo-referenciá-los.

O trabalho de digitalização dos mapas já havia sido iniciado no sistema SGI, desenvolvido pelo INPE. Estes dados foram importados para o sistema SPRING através de seu módulo de importação.

A partir de uma análise dos dados digitalizados e os dados em papel verificou-se a necessidade de se fazer uma série de correções nos dados digitais, devido a erros de digitalização e a erros de associações temáticas aos polígonos digitalizados. Procurou-se, na medida do possível, manter fiel o padrão de cores usados nos mapas do projeto RADAMBRASIL.

7.2.2.2 - MANIPULAÇÃO DOS DADOS

A partir do cruzamento entre os mapas temáticos no formato digital com o mapa de unidades homogêneas, verificou-se a presença de mais de uma classe de cada tema em uma unidade ambiental, ou seja, em uma determinada unidade existia mais de um tipo de rocha para o tema geologia ou mais de um tipo de cobertura vegetal para o tema vegetação, por exemplo. Estas discrepâncias podem ser atribuídas às imprecisões presentes nos mapas temáticos utilizados, que apresentam-se em escala 4 vezes menor que a da imagem TM-LANDSAT e foram gerados a partir de imagens de radar ( Projeto RADAM BRASIL ). Outra possível causa destas discrepâncias pode ser os critérios de classificação aplicados pelo projeto RADAMBRASIL sobre imagens de radar.

Devido a estas discrepâncias, adotou-se neste trabalho a seguinte abordagem: consideram-se todas as classes presentes, a partir do cruzamento, em cada unidade ambiental. Para isto, ao invés de atribuir a nota de uma classe do tema para a unidade, atribuiu-se uma média das notas das classes presente na unidade ambiental. Por exemplo, se para o tema solos ocorrer em uma unidade a presença de 70% de Terra Roxa Estruturada, nota 2.0, e 30% de solos Hidromórficos, nota 3.0, o valor atribuído à unidade será 2.3 (2.0*0.7 + 3.0*0.3).

Assim, o cálculo do valor médio é ponderado pela área do componente do tema dentro da unidade ambiental, ou seja, componentes de áreas maiores terão maior participação na nota atribuída para a unidade. Esta abordagem pode ser vista como uma operação de média zonal, onde a unidade ambiental define a região, e as notas das classes do tema, os dados avaliados.

A figura 7.3 sintetiza as principais operações executadas sobre os dados para validar os operadores desenvolvidos neste trabalho.

Figura 7.3 - Operações executadas sobre o conjunto de dados

 

7.2.2.3. - APRESENTAÇÃO DOS DADOS E RESULTADOS OBTIDOS

A seguir apresenta-se uma série de figuras com os dados de entrada, resultados intermediários e produto final, obtidos a partir de manipulações no ambiente da linguagem LEGAL. Referências para os dados primários, a partir dos quais os dados digitais foram obtidos, podem ser encontradas na seção 6.2.

A Figura 7.4 mostra um mosaico da imagem do sensor TM/LANDSAT em composição colorida 3B4G5R de 24 e 31 de julho de 1992 da área de estudo. A figura 7.5 mostra as unidades territoriais básicas (utbs) obtidas a partir de análise e interpretação da imagem apresentada na Figura 7.4.

 

Figura 7.4 - Mosaico em composição colorida das bandas 3(B),4(G),5(R) do sensor Thematic Mapper (TM) do satélite LANDSAT associada as cores Azul, Verde e Vermelho respectivamente.Data: 24/07/1992 e 31/07/1992

 

Figura 7.5 - Compartimentação das Unidades Territoriais Básicas da área de estudo

As Figuras 7.6, 7.7, 7.8 e 7.9 são compostas de 3 partes. A parte (a) de cada figura mostra o mapeamento de cada tema para a região de estudo, obtido a partir do mapa temático correspondente gerado pelo projeto RADAMBRASIL na escala 1:1.000.000.

A parte (b) de cada figura ilustra uma pequena região da grade de valores médios calculados para as unidades territoriais básicas. Este cálculo envolve duas operações; a primeira é uma operação pontual de ponderação, em que valores são atribuídos as classes do tema; e a segunda é uma operação zonal de média, em que o valor médio para o tema dentro de cada unidade territorial básica é calculado.

A parte (c) de cada figura mostra o mapa temático de vulnerabilidade devido ao tema em questão. Este mapa foi gerado por uma operação pontual de fatiamento, feita sobre a grade de valores médios das unidades territoriais básicas para o tema em questão. O resultado desta operação de fatiamento de cada tema não é usado nas etapas seguintes da metodologia, mas pode ser útil em uma análise detalhada da contribuição de cada tema.

Continuação