Um
novo modelo da Terra pode ser incluído no SPRING através da edição cuidadosa do
arquivo “datum”, situado em <c:>\<diretório de instalação do
spring>\<etc>. Para que isso seja possível é necessário que se
disponha dos parâmetros referentes ao datum em questão: (1) semi-eixo maior ou
raio equatorial, (2) achatamento, (3) translação em X, (4) translação em Y, (5)
translação em Z. Estes parâmetros são normalmente calculados e publicados pelas
agências oficiais de Cartografia e Geodésia de cada país.
Na
estrutura do arquivo “datum” o primeiro elemento é um número inteiro que
identifica as projeções existentes no SPRING. Estes identificadores têm que ser
mantidos e não podem, em hipótese alguma, ser alterados. Os identificadores
atualmente válidos são: (0) NOPROJECTION (não edite esta linha), (1) UTM, (2)
MERCATOR, (3) GAUSS, (4) LAMBERT MILLION, (5) LAMBERT, (6) POLYCONIC, (7)
LATLONG, (8) POLAR STEREOGRAPHIC, (9) BIPOLAR OBLIQUE, (10) ALBERS, (11)
MILLER. O segundo elemento na estrutura do arquivo “datum” é o nome com que
cada datum ou elipsóide aparece na interface de projeção do SPRING. Os
elementos seguintes são os parâmetros descritos acima, no primeiro parágrafo
deste documento.
É importante notar que
existem três situações em que os três últimos parâmetros (as translações) podem
ser nulos:
(a)Quando o datum oficial do país é usado como referência para qualquer outro datum. No Brasil, por exemplo, o atual datum é o SAD-69 e ele é o datum usado como referência no SPRING. Por isso, seus parâmetros devem ser 6378160, 3.352892e-03, 0, 0, 0. Qualquer outro datum deve conter as translações que separam sua origem da origem do SAD-69.
(b)Quando o datum usado como referência é um datum global, geocêntrico, como o WGS-84. Neste caso os parâmetros devem ser 6378137, 3.352811e-03, 0, 0, 0. Qualquer outro datum deve conter as translações que separam sua origem da origem do WGS-84.
(c)Quando se usa apenas um elipsóide como referência. Para o elipsóide de Hayford, também conhecido como elipsóide internacional de 1924, os parâmetros devem ser 6378388, 3.367003e-03, 0, 0, 0.
Suponhamos que um
usuário do SPRING na Bolívia deseje personalizar o seu arquivo “datum” no que
se refere ao uso da projeção UTM. Pode-se usar o WGS-84 como referência e
definir as translações do datum local, PSAD-56, referidas ao WGS-84. Lembrando
que a projeção UTM tem o identificador 1, o arquivo editado pode ter as linhas
apresentadas abaixo. Neste exemplo o usuário boliviano que escolher a projeção
UTM tem a sua disposição os modelos da Terra WGS-84 e PSAD-56, bem como os
elipsóides de Hayford e de Clarke.
1 WGS84 6.378137e+06 3.352811e-03 0.000000e+00 0.000000e+00 0.000000e+00
1 PSAD56 6.378388e+06 3.367003e-03 -2.700000e+02 1.880000e+02 -3.880000e+02
1 Hayford 6.378388e+06 3.367003e-03 0.000000e+00 0.000000e+00 0.000000e+00
1 Clarke 6.378206e+06 3.390060e-03 0.000000e+00 0.000000e+00 0.000000e+00
Convém
lembrar que as translações devem ser criteriosamente inseridas para garantir
que o SPRING realize a mudança de um datum para outro de forma adequada. Por
isso é importante que sejam usados os parâmetros oficiais calculados pelos
órgãos de Cartografia e Geodésia de cada país. As alterações feitas para uma
certa projeção podem ser repetidas para outras projeções com o cuidado de
substituir adequadamente os identicadores. Lembra-se, também, que as demais
linhas com identificadores de outras projeções e parâmetros de datum devem
permanecer na estrutura do arquivo “datum”. Por último, mantenha o arquivo
editado com o mesmo nome e sem extensão.