Nesta página apresentaremos o modelo de dados do SPRING, que descreve como a realidade geográfica será representada no sistema. As contribuições mais relevantes do modelo são:
Um modelo de dados é um conjunto de ferramentas conceituais utilizado para estruturar dados num sistema computacional. Aspecto fundamental no projeto de um SIG como o SPRING, o modelo descreve como a realidade geográfica será representada no computador. Nenhuma outra decisão limita tanto a abrangência e o crescimento futuro do sistema quanto a escolha do modelo de dados.
Os tópicos tratados a seguir são:
Consulte também:
Como definir um Banco de Dados no SPRING
Noções de Geoprocessamento
Sobre o SPRING
Como definir o Modelo de Dados no SPRING
O termo “orientação-a-objetos” denota um paradigma de trabalho que vem sendo utilizado de forma ampla para o projeto e implementação de sistemas computacionais. Nesta seção, oferecemos uma rápida introdução ao tema, que fornece um suporte teórico para o entendimento do modelo de dados do SPRING.
A idéia geral da abordagem de orientação-a-objetos a um problema é aplicar as técnicas de classificação. Os dois conceitos fundamentais em orientação-a-objetos são os conceitos de classe e objeto. Um objeto é uma entidade que possui uma descrição (atributos) e uma identidade. Uma classe reúne objetos que compartilham propriedades em comum. Por exemplo, em Biologia, a classe dos Mamíferos reúne todos os animais com a propriedade de ter sangue quente e ser amamentado por sua mãe. Neste caso, pode-se dizer do objeto “macaco Tião” que “macaco Tião é um mamífero”.
Para uma análise mais completa, é muito útil reconhecer sub-classes, derivadas de um classe básica, que permitam uma análise mais detalhada. A este mecanismo dá-se o nome de especialização. Assim, podemos dizer que a classe “Primatas” é uma especialização da classe “Mamíferos”. Este processo pode continuar, e poderíamos ainda definir uma classe “Homens” como especialização da classe “Primatas”.
No processo de especialização, as classes derivadas herdam as propriedades das classes básicas, acrescentando novos atributos que serão específicos destas novas classes. Em consequência, vale a afirmativa “todo homem é um mamífero, mas nem todo mamífero é um homem”.
O outro mecanismo fundamental da teoria de orientação-a-objetos é a agregação (ou composição). Um objeto composto é formado por agrupamento de objetos de tipos diferentes. Tome-se o caso de um computador. Pode-se pensar num “computador” como um objeto composto, formado de CPU, memória, disco rígido, teclado, monitor e mouse.
Modelagem orientada a objetos aplica-se de forma natural a Geoprocessamento. Cada um dos tipos de objetos espaciais presentes será descrito através de classes, que podem obedecer a uma relação de hierarquia, onde sub-classes derivadas herdam comportamento de classes mais gerais.
Em Geoprocessamento, a idéia de especialização (também chamado de "is-a" ou “é-um”) é utilizada normalmente para definir subclasses de entidades geográficas. Por exemplo, num mapa cadastral, a classe de objetos indicada por hospital pode ser especializada em hospital público e hospital privado. Os atributos da classe hospital são herdados pelas sub-classes hospital público e hospital privado, que podem ter atributos próprios.
Figura exemplo de especialização.
O relacionamento de agregação (também chamado de relacionamento "part-of") permite combinar vários objetos para formar um objeto de nível semântico maior onde cada parte tem funcionalidade própria. Como exemplo, uma rede elétrica pode ser definida a partir de seus componentes como: postes, transformadores, chaves, sub-estações e linhas de transmissão.
Figura exemplo de especialização.
Consulte também:
Como definir um Banco de Dados no SPRING
Modelo Conceitual O processo de Modelagem é uma característica inerente ao design de sistemas gráficos e de imagens, e quatro universos (níveis de abstração) envolvidos podem ser distinguidos (Gomes e Velho, 1995):
A visão geral do processo de modelagem está ilustrada na figura.

Fases do processo de Modelagem.
Nota-se que a visão de modelagem apresentada, não se limita a sistemas de Geoprocessamento. Sua aplicação ao problema de Geoprocessamento é particularmente apropriada pois permite equacionar os problemas da área, como pode ser constatado:
Com base nesta visão, as dicotomias tradicionais de Geoprocessamento (campos-objetos e matricial-vetorial) podem ser resolvidas, mostrando-se que elas encontram-se em níveis distintos de abstração.
Esta análise também indica que a interface de usuário de um SIG deveria refletir, tanto quanto possível, o universo conceitual e esconder detalhes dos universos de representação e implementação. No nível conceitual, o usuário lida com conceitos mais próximos de sua realidade, e minimiza a complexidade envolvida nos diferentes tipos de representação gráfica.
Consulte também:
Relação entre os universos DO MODELO
Resumo
Modelo Conceitual O processo de modelagem de um banco de dados geográficos no SPRING, consiste em estender a hierarquia de especialização definida pelo modelo, criando classes derivadas de GEOOBJETO, CADASTRAL, REDE, TEMÁTICO, MODELO NUMÉRICO DE TERRENO e DADO SENSOR REMOTO. Como exemplo, considere-se a seguinte definição de esquema conceitual para um banco de dados geográficos para cadastro rural (veja figura a seguir):

Consulte também:
Como definir um Banco de Dados no SPRING
Noções de Geoprocessamento
Sobre o SPRING
Modelo Conceitual