Introdução a Elaboração de Cartas

Em um Sistema de Informação Geográfica (SIG) como é o produto SPRING, o qual oferece opções de entrada, análise e gerenciamento de dados, na forma de mapas gráficos e informações tabulares, oferece ainda ao usuário o módulo SCARTA como um produto de saída gráfica de seus dados.

O módulo SCARTA nada mais é do que um gerador de cartas que faz interligação com o módulo principal SPRING. Esta interligação é feita através do gerenciador de dados (banco de dados), portanto o gerador de cartas não terá nehuma função para reprocessar e alterar os dados. A responsabilidade do gerador de cartas será de edição e obtençào de uma saída de apresentação gráfica de alta qualidade.

Uma carta elaborada por um gerador de cartas depende de uma série de fatores, como a natureza do dado, da escala, da resolução desejada, da finalidade de uso e das próprias limitações de software e hardware. Pensando nisto, é que o SCARTA foi projetado como um módulo independente do produto SPRING, uma vez que o usuário pode optar por exportar seus dados para outros geradores de cartas, como um CAD (Computer Aided Design).


Veja como operar o SCARTA




CAD, SIG e o Gerador de Cartas

O CAD e o SIG são tecnologias recentes que se tornaram possíveis para muitos usuários somente nestes últimos 6 anos, graças à evolução dos computadores e seus periféricos. A expansão e o sucesso, também são atribuidos à queda nos preços de hardwares e à variedade de softwares existentes últimamente no mercado.

Tanto CAD como SIG, exigem máquinas cada vez melhores e, portanto, a competição existente entre fabricantes de hardwares tem sido benéfico aos usuários de ambas as tecnologias.

Pela novidade tecnológica pecuriar a ambos, ainda para muitos usuários é obscura a diferença existente entre eles. Portanto a seguir procuramos esclarecer essas diferenças entre um CAD e o SIG.

Basicamente, a diferença fundamental entre um software de CAD e SIG, reside na densidade de dados que utilizam para a realização de suas tarefas. Normalmente um SIG utiliza muito mais dados que um CAD (Burrough, 1987).

Um CAD normalmente é usado para desenhos de caráter técnico e, portanto, vão desde projetos de aviões até projetos de minúsculos circuitos integrados.

Um software tradicional de CAD como o AutoCAD (CAD da Autodesk, Inc.) é projetado para ser de propósito geral e, portanto, pode até ser usado para geração de cartas. Quando utilizado com este propósito, um CAD não oferece muitas facilidades. Podemos considerar que a diferença fundamental entre o gerador de cartas e o CAD, baseia-se na capacidade especializada que o gerador de cartas tem para elaboração de cartas.

Outra diferença é que os SIG’s além de realizarem operações com dados vetoriais, também realizam operações com dados matriciais (imagens “raster”), enquanto que os CAD’s, normalmente se limitam a trabalharem com dados vetoriais.


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Mapas, Cartas, Folhas e Plantas

Como o SCARTA é um sistema que proporciona o usuário elaborar uma cartografia temático de um estudo qualquer, cabe aqui esclarecer algumas diferenças entre os termos: mapa, carta, folha e planta.

Inicialmente, o usuário deve definir o tema principal ou fato a ser analisado e algumas informações adicionais que servirão de referência sobre o local onde ocorre o fenômeno. Estas informações adicionais são denominadas mapa base. Exemplos de informações representadas no mapa base: rios, curvas de nível, cotas altimétricas, rede viária.

Deve haver um equilíbrio entre a representação do terreno (mapa base) e das informações temáticas, pois a base não deve diminuir a legibilidade do mapa e mascarar os dados temáticos. A quantidade e os detalhes da indicação da base irão variar de acordo com a escala de trabalho, além do tema a ser representado.

Para a geração de cartas de uma determinada aplicação, o usuário deve conhecer alguns elementos cartográficos, que ajudarão a sua organização, itens descritos a seguir.


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Elementos Fundamentais de um Mapa/Carta

Título


Tamanho


Escala


Legenda


Localização


Equilíbrio e Lay-out


Contraste de padrões


Cor


Claridade e legibilidade



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Apresentação de Cartas

A forma de apresentação de uma carta é muito importante. Formatos padrões de papel, estabelecidos pela ABNT, devem sempre ser usados em trabalhos oficiais e, nesses casos, para o padrão A0, da linha de corte para a linha da margem interna, deve-se conservar uma distância: no lado vertical esquerdo, 25mm e nos demais lados, 10mm.

Muitas vezes o formato considerado ideal, foge aos padrões estabelecidos pela ABNT, principalmente no caso dos formatos usados em cartas geológicas que variam de entidade para entidade. Por exemplo, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), possui um padrão que foi gerado a partir do manual técnico do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) de 1972.

Assim como o IPT, existem várias outras entidades que criaram seu próprio padrão. Desta forma, o SCARTA permite o usuário gerar formatos que facilitem a implantação dos padrões existentes em sua entidade.

Para usuários que desejam elaborar cartas, rapidamente, sem que elas fujam muito do modelo usado como padrão, o gerador de cartas possibilitará a criação de modelos de apresentação.

Quando um modelo, como da figura abaixo, é utilizado pelo gerador de cartas, apenas as áreas de dados (17) e as legendas (3, 4 e 5) aparecerão em branco. Todas as outras áreas já aparecerão prontas, logo, para elaboração de cartas que possuem padrões de apresentações semelhantes, o uso de modelos poderá agiliza-las de forma significante.



Onde: 1 - Nome e codificação da folha Ex: São Paulo - SF-23-Y-C-VI-2 2 - Nome dos órgãos contratantes e executor 3 - Descrição das unidades litoestratigráficas 4 - Convenções geológicas 5 - Convenções planialtimétricas 6 - Informações sobre o mapa-base 7 - Declinação magnética 8 - Localização da folha 9 - Nome da carta 10 - Escala numérica 11 - Escala gráfica 12 - Ano de execução 13 - Articulação da folha 14 - Projeto e equipe executora 15 - Áreas p/ a localização das seções geológicas 16 - Espaço reservado (optativo) para título da carta e referência bibliográfica do mesmo Formato de uma folha geológica 1:50000. Fonte: Manual de Fundamentos Cartográficos e Diretrizes Gerais para elaboração de mapas geológicos, geomorfológicos e geotécnicos IPT - 1989


O SCARTA permite a elaboração de modes. Estes modes auxiliam na elaboração de cartas que possuem um certo padrão de apresentação, porque eles funcionam como uma carta semi-pronta onde já estão plotados muitos elementos comuns de sua cartografia.


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Generalização

Nem sempre uma carta com muitos detalhes e grande número de informações significa ser tecnicamente uma boa carta. Um bom cartógrafo deve saber generalizar e, segundo Santos (1989), “generalização significa distinguir entre o essencial e o não essencial, conservando-se o útil e abandonando-se o dispensável. É qualidade imprescindível na representação cartográfica, pois dela dependerá a simplicidade, clareza e objetividade do mapa, através da seleção correta dos elementos que irão o compor. Isso não significa eliminar detalhes, mas omitir detalhes sem valor”.

Evidentemente, a generalização tem relação direta com a escolha da escala e, segundo Deets (1949), “o cartógrafo que sabe generalizar corretamente justifica melhor a escolha duma escala menor do que o que, por falta de habilidade, procura, geralmente apresentar demasiados detalhes pelo receio de omitir algum que seja essencial”.

No gerador de cartas, será responsabilidade do usuário escolher a escala dos dados, os dados e os elementos de cartografia que irão compor um mapa, portanto o trabalho de generalização dependerá do usuário. Isto significa que, fazendo uma analogia com um processador de textos, a escolha da fonte de caracteres, o texto e as figuras, devem ser escolhidos e redigidos pelo usuário e, portanto, a apresentação final dependerá muito da experiência e habilidade do próprio usuário.

O usuario pode pensar em generalização de seu dado quando esta fazendo a digitalização de um mapa, onde pode-se controlar um fator de aquisição de pontos (em milímetros) em função da escala do PI. Pode-se ainda quando desejar fazer o mosaico ou cópia de dados entre PIs de um projeto ou projetos diferentes, fazer a generalização dos dados vetoriais quando acessar a função Mosaico.


Consulte também:
Controle de aquisição de pontos durante a digialização. Fazendo a generalização durante um Mosaico ou Cópia de dados.

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