Para Executar um Mosaico

Esta página apresenta os procedimentos para efetuar o mosaico entre projetos ou simplesmente copiar dados (linhas, pontos, imagens etc) entre PIs. No caso de linhas é possível ainda, fazer a simplificação das mesmas.

Os tópicos abordados aqui são:

 

Consulte também:

Importação e exportação de dados.

Como criar um PI ?

Edição vetorial de mapas.


Introdução ao Mosaico

O processo de mosaicagem pode ser definido como a junção de diferentes imagens em uma única imagem, correspondente à uma área geográfica definida (o termo imagem é entendido aqui como mapas nas representações raster e/ou vetorial).

O termo mosaico em Sistema de Informações Geográficas (SIGs) é um sinônimo de junção de mapas, ou seja, mapas separados, porém adjacentes, são automaticamente agrupados em um único mapa. O produto final do mosaico é uma imagem ou um mapa topologicamente consistente, com continuidade física (Bonhom - Later, 1994).

A figura abaixo mostra um exemplo onde dois PIs adjacentes são mosaicados. Nesta versão o SPRING apenas faz o mosaico baseado nas coordenadas dos dados existentes, de modo que o ajuste das linhas e a topologia devem ser refeitos após o mosaico.

mosaico01.gif - 8531 Bytes

seta_up.gif - 170 Bytes


Mosaico

O mosaico no SPRING permite que o usuário troque dados, isto é planos de informações, entre projetos diferentes e com projeções também diferentes, ou mesmo entre um único projeto (neste caso, tem a função cópia de dados entre PIs). Entretanto, a opção de mosaico implementada satisfaz à necessidade de troca de dados (PIs) somente dentro de um mesmo Banco de Dados. Caso o usuário deseje trocar dados entre bancos diferentes, deverá utilizar-se dos recursos de exportação e importação.

No mosaico entre planos de informação de categorias iguais, todas as representações podem ser transferidas do PI fonte para o PI destino. Já no caso de planos de informações de categorias diferentes, nem todas ou nenhuma das representações podem ir de um PI para outro. Por exemplo: um PI da categoria temática (origem) somente é copiado para um PI da categoria numérica (destino), as representações de Linhas (L) e Pontos (P).

A tabela abaixo mostra quais  representações são transferidas de um PI origem para um destino.

      Destino      
    IMAGEM TEMÁTICO NUMÉRICO CADASTRAL REDES
  IMAGEM

M/S/R/IC

R

-

R

-

Origem TEMÁTICO

-

L/P/C/I/Pol

L/P

L/P/Pol

L

  NUMÉRICO

-

A/LB/I

A/G/Ti/I/LB

A/I/LB

A/I/LB

  CADASTRAL

-

L/P/Pol

L/P

L/P/O/Pol

L

  REDES

-

L

L

L

L/O

Os códigos das representações apresentados na tabela acima são:

seta_up.gif - 170 Bytes


Mosaico de Imagens

Para o mosaico de imagens é fundamental que as imagens estejam georreferenciadas com uma  precisão aproximada. As imagens podem estar em projetos diferentes ou em arquivos GRIB que ainda não fazem parte de um projeto, neste segundo caso deve haver a existência de pontos de controle associados ao arquivo (veja como importar um arquivo GRIB - Registro de Imagens). Sem o registro não há como mosaicar imagens, uma vez que não há referência geográfica associada.

A qualidade de um mosaico está diretamente associada à precisão do registro das imagens quando em projetos diferentes.

NOTA: A operação de mosaico é realizada considerando como PI destino, o que estiver ativo no "Painel de Controle", isto é, aquele que receberá os dados vindos de outros PIs. Veja a seguir como fazer para executar um mosaico entre imagens.

Executando um Mosaico entre imagens:

OBS: Repita os passos acima para cada PI que será inserido no PI destino.

seta_up.gif - 170 Bytes


Mosaico de Dados Vetoriais

Para o mosaico de dados vetoriais (PIs temáticos, numéricos, cadastrais e redes) o SPRING não faz ajustes nas linhas de contato entre os dois PIs que serão colados um ao lado do outro. Deste modo após fazer o mosaico deve-se verificar as fronteiras entre os PIs importados e fazer um trabalho de edição nestes pontos.

A qualidade de um mosaico está diretamente associada à precisão e escala dos dados originais que se encontram em projetos e PIs diferentes.

Nesta versão do SPRING, pode-se escolher a opção mosaicar ou copiar tudo de um dado origem para o destino, ou copiar somente o conteúdo selecionado, indicando quais linhas do PI origem serão copiadas, ou ainda, todas as linhas dentro de um retângulo definido pelo usuário. Nesta última opção as linhas serão recortadas nos limites do retângulo, mantendo somente as que estiverem internas ao retângulo.

NOTA: A operação de mosaico é realizada considerando como PI destino, o que estiver ativo no "Painel de Controle", isto é, aquele que receberá os dados vindos de outros PIs, Veja a seguir como fazer para executar um mosaico entre dados vetoriais, selecionando linhas ou recortando através de um retângulo.

Executando um Mosaico para copiar dados vetoriais:

OBS: Repita os passos acima para cada PI que será inserido ao PI destino.

A operação de mosaico com retângulo segue o mesmo procedimento usado com imagem, bastando selecionar o retângulo de interesse no "Retângulo Envolvente". Apenas as entidades presentes no interior do retângulo serão mosaicadas.

NOTAS:

seta_up.gif - 170 Bytes


Simplificação

Generalização cartográfica pode ser entendida como a simplificação do espaço geográfico observável de modo a permitir a sua representação em um mapa. No domínio digital no qual  insere-se a tecnologia de sistemas de informações geográficas, a generalização cartográfica tem o objetivo maior de universalizar o conteúdo de uma base de dados de acordo com uma certa finalidade. Trata-se, então, de um processo dependente da escala de representação dos dados que visa reduzir a complexidade sem prejuízo para a exatidão espacial e para os atributos dos dados, que também deve levar em conta o propósito do mapa em questão e que busca propiciar uma comunicação mais eficiente com os usuários do mapa.

Os sistemas de informações geográficas normalmente propiciam aos usuários algumas ferramentas para a generalização cartográfica que se baseiam em transformações espaciais que alteram a representação dos dados em termos da localização geográfica (simplificação, suavização, agregação, exagero e deslocamento) e do significado topológico (classificação e simbolização). Como a maioria dos objetos utiliza a linha como entidade básica para sua representação, a simplificação de linhas tem sido bastante estudada e é a transformação mais comumente encontrada nos sistemas existentes. Os métodos de simplificação de linhas procuram selecionar e manter os pontos que melhor caracterizam a representação digital de uma linha. Em outras palavras, trata-se de rejeitar pontos redundantes, ou seja, aqueles que não contribuem significativamente para a representação digital da linha. Um bom exemplo de redundância é a digitalização via mesa em modo contínuo, que costuma gerar linhas digitais com um número excessivo de pontos. A figura abaixo ilustra o objetivo da simplificação de linhas.

simplifica1.gif - 7227 Bytes

O SPRING apresenta três opções de algoritmos para simplificação de linhas:

  1. o algoritmo original de Douglas-Peucker (Douglas e Peucker, 1973);
  2. uma adaptação do algoritmo de Douglas-Peucker que usa o quociente área/perímetro;
  3. uma adaptação do algoritmo de Li-Openshaw (Li e Openshaw, 1992) que acumula as distâncias percorridas sobre cada linha.

Quando um PI do modelo Temático, Cadastral ou Redes tem a representação de linhas, pode-se executar uma simplificação das mesmas, fazendo com que tenham menos pontos para representar o contorno de entidades geográficas. Veja a seguir como fazer.

Executando uma simplificação de linhas: