Esta página apresenta os passos necessários para manipulação do módulo de geoestatística do SPRING. A figura abaixo mostra a sequência a ser executada para gerar modelos numéricos a partir da modelagem geoestatística.
O Módulo de Procedimentos Geoestatísticos tem como objetivo a análise em duas dimensões, 2D, para dados espacialmente distribuídos, no que diz respeito a interpolação de superfícies geradas a partir de amostras georreferenciadas. Portanto, a entrada de dados neste módulo é através de um Plano de Informação (PI) do modelo numérico com amostras do tipo pontos cotados, sendo que este PI pode ser criado através da importação de outros formatos, editado ou mesmo convertido pela ferramenta de geração de pontos amostrais.
A saída da modelagem por geoestatística produz um outro PI, também do modelo numérico, porém com a representação de uma grade retangular, com resolução definida pelo usuário. Posteriormente este PI pode ser convertido para imagens ou outro produto qualquer (veja produtos de MNT).

NOTA: Como o módulo de geoestatística do SPRING foi construído sobre a GSLIB, passamos a descrever alguns comentários sobre a mesma.
A biblioteca GSLIB foi construída por Deutsch e Journel (1992), a partir de programas desenvolvidos e usados na Universidade de Stanford ao longo de doze anos. Esses programas são constantemente revisados e modificados para manipular novos algoritmos. Os programas incluídos na GSLIB são ferramentas de suporte para desenvolvimento, tanto de programas pessoais quanto de aplicações avançadas de pesquisa. Programas geoestatísticos de domínio público como Geo-EAS (Englund e Sparks, 1988), Geostatistical Toolbox Primer (Froidevaux, 1990), ISIM3D (Hernández e Srivastava, 1990) dentre outros, foram desenvolvidos a partir desta biblioteca.
A biblioteca GSLIB não é um produto comercial; portanto, não há garantia nem suporte técnico, mas um razoável esforço tem sido feito para mantê-la livre de erros e bem documentada. Seu código fonte é escrito em linguagem de programação Fortran 77 padrão ANSI (American National Standard Institute). O padrão ANSI permite a independência de máquina, isto é, a GSLIB pode ser executada sobre várias plataformas, desde computadores pessoais a estações de trabalho.
Descrições detalhadas dos algoritmos, das convenções de programação e dos formatos de arquivos adotados são encontradas em Deutsch e Journel (1992).
A estrutura da GSLIB é basicamente formada por quatro módulos, a saber :
Consulte também:
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Análise Espacial no SPRING
Modelagem Numérica de Terreno
Edição vetorial