Introdução ao SPRING
O que é SPRING?
- Banco de dados geográfico de 2º geração,
para ambientes UNIX e Windows. Os sistemas desta geração
são concebidos para uso em conjunto com ambientes cliente-servidor,
geralmente acoplados a gerenciadores de bancos de dados relacionais,
operando como um banco de dados geográfico.
O que é Banco de Dados Geográfico?
- Banco de dados não-convencional onde cada
dado tratado possui atributos descritivos e uma representação
geométrica no espaço geográfico. Os dados
disponíveis no banco podem ser manipulados por métodos
de processamento de imagens e de análise geográfica.
Quais são as características
principais?
- Opera como um banco de dados geográfico
sem fronteiras e suporta grande volume de dados sem limitações
de escala, projeção e fuso, mantendo a identidade
dos objetos geográficos ao longo de todo banco.
- Administra tanto dados vetoriais como dados matriciais
("raster") e realiza a integração de dados
de Sensoriamento Remoto num Sistema de Informações
Geográficas. Aprimora a integração de dados
geográficos, com a introdução explícita
do conceito de objetos geográficos (entidades individuais),
de mapas cadastrais, mapas de redes e campos.
- Provê um ambiente de trabalho amigável
e poderoso, através da combinação de menus
e janelas com uma linguagem espacial facilmente programável
pelo usuário (LEGAL - Linguagem Espaço-Geográfica
baseada em Álgebra), fornecendo ao usuário um ambiente
interativo para visualizar, manipular e editar imagens e dados
geográficos.
- Consegue escalonabilidade completa, isto é,
é capaz de operar com toda sua funcionalidade em ambientes
variando de microcomputadores a estações de trabalho
RISC de alto desempenho.
- Sistema inovador, projetado inicialmente para
redes de estações de trabalho baseadas na arquitetura
RISC e ambiente operacional UNIX. Desenvolvido usando técnicas
avançadas de programação, utilizando modelo
de dados orientado-a-objetos, que melhor reflete a metodologia
de trabalho de estudos ambientais e cadastrais. A interface interativa
utiliza o "X Window System" e padrão de apresentação
OSF/MOTIF em ambientes UNIX e "Windows" em ambientes
PC-Windows.
- Adaptado a complexidade dos problemas ambientais,
que requerem uma forte capacidade de integração
de dados entre imagens de satélite, mapas temáticos
e cadastrais e modelos numéricos de terreno. Adicionalmente,
muitos dos sistemas disponíveis no mercado apresentam alta
complexidade de uso e demandam tempo de aprendizado muito longo,
ao contrário do SPRING.
- Preserva o investimento dos usuários dos
sistemas SITIM e SGI, uma vez que todos os dados gerados nestes
sistemas podem ser totalmente aproveitados (inclusive com topologia)
no novo ambiente.
Quais são as vantagens do SPRING?
- Contém algoritmos inovadores, como os
utilizados para indexação espacial, segmentação
de imagens, classificação por regiões e geração
de grades triangulares com restrições, garantem
o desempenho adequado para as mais variadas aplicações,
complementando os métodos tradicionais de processamento
de imagens e análise geográfica.
- Base de dados é única, isto é,
a estrutura de dados é a mesma quando o usuário
trabalha em um microcomputador na versão Windows e em uma
máquina RISC (Estações de Trabalho UNIX),
não havendo necessidade de conversão de dados. O
mesmo ocorre com a interface, que é exatamente a mesma,
de maneira que não existe diferença no modo de operar
o SPRING.
Quais plataformas e periféricos são
suportados?
- Plataforma PC
- Software:
- Microsoft Windows-95 ou Windows-NT versão
3.51, ou
- Solaris-X86 versão 2.4 ou posterior,
ou
- Linux versão 1.2.13.
- Plataforma mínima de hardware:
- Processador 486 DX2 100 Mhz,
- Memória RAM de 16 Mbytes,
- Disco rígido de 1 Gbytes,
- Monitor de vídeo colorido SVGA, 14"
NI, dp 0.28 mm,
- Drive de 31/2", 1.44 Mbytes e
- Unidade de CD-ROM (caso desejar trabalhar com
imagens de satélite fornecidas pelo INPE).
- Estações RISC-UNIX
- Estações SUN de arquitetura SPARC
utilizando sistema operacional Solaris 2.4 ou posterior, ou
- Estações IBM RISC/6000, com sistema
operacional AIX 3.2.5, ou
- Estações Silicon Graphics, series
IRIS 4D, com sistema IRIX 4.0, ou
- Estações Hewlett-Packard, series
HP-700, com sistema HP-UX 9.0.
- Hardware mínimo para estações
RISC-UNIX
- 32 Mbytes de memória principal.
- 50 Mbytes de espaço em disco para instalação
mínima do SPRING.
- 100 Mbytes de espaço em disco para os
bancos de dados a serem criados pelo usuário.
- O SPRING 2.0 conta com um programa automático
para instalação do sistema. Este programa carrega
seletivamente os arquivos da fita para o disco, em função
de parâmetros fornecidos pelo usuário.
- Periféricos como mesa digitalizadora,
traçadores gráficos compatível com HPGL e
impressoras coloridas compatível com PostScript também
são suportados e podem ser integrados no sistema.
Quais os módulos disponíveis?
- 3 módulos, IMPIMA, SPRING e SCARTA, com
o objetivo de facilitar seu uso, compartimentando as funções
de manipulação de dados geocodificados.
- IMPIMA
- Executa leitura de imagens digitais de satélite,
gravadas pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais),
através dos dispositivos CD-ROM (Compact Disc - Read Only
Memory ), CCT (Computer Compatible Tapes), "streamer"
(60 ou 150 megabytes) e DAT (Digital Audio Tape - 4 ou 8mm) adquiridas
a partir dos sensores TM/LANDSAT-5, HRV/SPOT e AVHRR/NOAA. Converte
as imagens dos formatos BSQ, Fast Format, BIL e 1B para o formato
GRIB (Gridded Binary).
- SPRING
- É o módulo principal de entrada,
manipulação e transformação de dados
geográficos, executando as funções relacionadas
à criação, manipulação de consulta
ao banco de dados, funções de entrada de dados,
processamento digital de imagens, modelagem numérica de
terreno e análise geográfica de dados.
- As funções da janela principal,
na barra de menus, estão divididas em: Arquivo, Editar,
Exibir, Imagem, Temático, Numérico Cadastral, Rede,
Objetos e Utilitários. Para cada opção há
um menu (janela de diálogo) associado com as operações
específicas.
- SCARTA
- Edita uma carta e gera arquivo para impressão
a partir de resultados gerados no módulo principal SPRING,
permitindo a apresentação na forma de um documento
cartográfico.
- Permite editar textos, símbolos, legendas,
linhas, quadros e grades em coordenadas planas ou geográficas.
Permite exibir mapas em várias escalas, no formato varredura
ou vector, através do recurso "O que você vê
é o que você tem" (What You See Is What You
Get, Wysiwyg).
Introdução ao Geoprocessamento
O que é geoprocessamento?
- Conjunto de tecnologias voltadas a coleta e tratamento
de informações espaciais para um objetivo específico.
As atividades envolvendo o geoprocessamento são executadas
por sistemas específicos mais comumente chamados de Sistemas
de Informação Geográfica (SIG).
- Sistema de geoprocessamento é o destinado
ao processamento de dados referenciados geograficamente (ou georeferenciados),
desde a sua coleta até a geração de saídas
na forma de mapas convencionais, relatórios, arquivos digitais,
etc; devendo prever recursos para sua estocagem, gerenciamento,
manipulação e análise.
O que é um SIG?
- SIG é um sistema que processa dados gráficos
e não gráficos (alfanuméricos) com ênfase
a análises espaciais e modelagens de superfícies.
- Algumas definições:
- "Um conjunto manual ou computacional
de procedimentos utilizados para armazenar e manipular dados georeferenciados"
(Aronoff, 1989).
- "Conjunto poderoso de ferramentas para
coletar, armazenar, recuperar, transformar e visualizar dados
sobre o mundo real" (Burrough, 1986).
- "Um sistema de suporte à decisão
que integra dados referenciados espacialmente num ambiente de
respostas a problemas" (Cowen, 1988).
- "Um banco de dados indexados espacialmente,
sobre o qual opera um conjunto de procedimentos para responder
a consultas sobre entidades espaciais" (Smith et al., 1987)
O que caracteriza um SIG?
- Integra numa única base de dados informações
espaciais provenientes de dados cartográficos, dados de
censo e cadastro urbano e rural, imagens de satélite, redes
e modelos numéricos de terreno.
- Oferece mecanismos para combinar as várias
informações, através de algoritmos de manipulação
e análise, para consultar, recuperar e visualizar o conteúdo
da base de dados e gerar mapas.
- Aplicações de um SIG
- Ferramenta para produção de mapas;
- Suporte para análise espacial de fenômenos;
- Banco de dados geográficos, com funções
de armazenamento e recuperação de informação
espacial.
O que é análise espacial?
- Processos de análise espacial tratam dados
geográficos que possuem uma localização
geográfica (expressa como coordenadas em um mapa) e
atributos descritivos (que podem ser representados num
banco de dados convencional). Dados geográficos não
existem sozinhos no espaço: tão importante quanto
localizá-los é descobrir e representar as relações
entre os diversos dados.
- Processos de análise espacial típicos
de SIG (adaptada de Maguire, 1991).
EXEMPLOS DE ANÁLISE ESPACIAL
| Análise
| Pergunta Geral |
Exemplo |
| Condição | "O que está..."
| "Qual a população desta cidade?"
|
| Localização | "Onde está...?
| "Quais as áreas com declividade acima de 20%?"
|
| Tendência | "O que mudou...?"
| "Esta terra era produtiva há 5 anos atrás?"
|
| Roteamento | "Por onde ir.. ?"
| "Qual o melhor caminho para o metrô?"
|
| Padrões | "Qual o padrão....?"
| "Qual a distribuição da dengue em Fortaleza?"
|
| Modelos | "O que acontece se...?"
| "Qual o impacto no clima se desmatarmos a Amazônia?"
|
Qual a estrutura de um SIG?
- SIG tem os seguintes componentes :
- Interface com usuário;
- Entrada e integração de dados;
- Funções de processamento gráfico
e de imagens;
- Visualização e plotagem;
- Armazenamento e recuperação de
dados (organizados sob a forma de um banco de dados geográficos).
- A interface homem-máquina define
como o sistema é operado e controlado. No nível
intermediário, um SIG deve ter mecanismos de processamento
de dados espaciais (entrada, edição, análise,
visualização e saída). No nível
mais interno do sistema, um sistema de gerência de bancos
de dados geográficos oferece armazenamento e recuperação
dos dados espaciais e seus atributos.

Arquitetura de Sistemas de Informação
Geográfica.
Quais tipos de dados são tratados?
- Dados de diversas fontes geradoras e de formatos
apresentados, com relações espaciais entre si (topologia
- estrutura de relacionamentos espaciais que se pode estabelecer
entre objetos geográficos).
- Dados podem ser genericamente
separados em mapas temáticos, mapas
cadastrais (mapas de objetos), redes, imagens e modelos numéricos
de terreno.
O que são mapas temáticos?
- Contêm regiões geográficas
definidas por um ou mais polígonos, como mapas de uso do
solo e a aptidão agrícola de uma região.
- Armazena na forma de arcos (limites entre
regiões), incluindo os nós (pontos de interseções
entre arcos) para montar uma representação topológica.
- Topologia construída é do tipo
arco-nó-região: arcos se conectam entre si
através de nós (pontos inicial e final) e arcos
que circundam uma área definem um polígono (região).
- Pode ser armazenado também no formato
matricial ("raster"). A área correspondente ao
mapa é dividida em células de tamanho fixo. Cada
célula terá um valor correspondente ao tema mais
freqüente naquela localização espacial.

Representação vetorial e
matricial
de um mapa temático.
- Comparação entre formatos para
mapas temáticos:
| Aspecto
| Formato Vetorial
| Formato Varredura
|
| Relações espaciais entre objetos
| Relacionamentos topológi-cos entre objetos disponíveis
| Relacionamentos espaciais devem ser inferidos
|
| Ligação com banco de dados
| Facilita associar atributos a elementos gráficos
| Associa atributos apenas a classes do mapa
|
| Análise, Simulação e Modelagem
| Representação indireta de fenômenos contínuos
Álgebra de mapas é limitada
| Representa melhor fenômenos com variação contínua no espaço.
Simulação e modelagem mais fáceis
|
| Escalas de trabalho
| Adequado tanto a grandes quanto a pequenas escalas
| Mais adequado para pequenas escalas (1:25.000 e menores)
|
| Algoritmos
| Problemas com erros geométricos
| Processamento mais rápido e eficiente.
|
| Armazenamento
| Por coordenadas (mais eficiente)
| Por matrizes
|
O que são mapas cadastrais
ou mapas de objetos?
- Ao contrário de um mapa temático,
cada elemento é um objeto geográfico, que
possui atributos e pode estar associado a várias representações
gráficas. Por exemplo, os lotes de uma cidade são
elementos do espaço geográfico que possuem atributos
(dono, localização, valor venal, IPTU devido, etc.)
e que podem ter representações gráficas diferentes
em mapas de escalas distintas. A parte gráfica dos mapas
cadastrais é armazenada em forma de coordenadas vetoriais,
com a topologia associada. Não é usual representar
estes dados na forma matricial.

Exemplo de mapa cadastral (países
da América do Sul).
O que são redes?
- Redes são compostas por informações
associadas a serviços de utilidade pública, como
água, luz e telefone, redes de drenagem (bacias hidrográficas)
ou malha viária.
- Cada objeto geográfico (por exemplo um
cabo telefônico, transformador de rede elétrica ou
cano de água) possui uma localização geográfica
exata e está associado a atributos descritivos, presentes
no banco de dados.
- As informações gráficas
de redes são armazenadas em coordenadas vetoriais, com
topologia arco-nó: arcos tem um sentido de fluxo
e nós tem atributos (podem ser fontes ou sorvedouros).
A topologia de redes constitui um grafo, armazenando informações
sobre recursos que fluem entre localizações geográficas
distintas.

Elementos de Rede.
- As redes são o resultado direto da intervenção
humana sobre o meio-ambiente. Cada aplicação de
rede tem características próprias e com alta dependência
cultural.
- A ligação com banco de dados
é fundamental. Como os dados espaciais tem formatos relativamente
simples, a maior parte do trabalho consiste em realizar consultas
ao banco de dados e apresentar os resultados de forma adequada.
- O pacote mínimo disponível nos
sistemas comerciais consiste de cálculo de caminho ótimo
e crítico. Este pacote básico é insuficiente
para a realização da maioria das aplicações
porque cada usuário tem necessidades distintas. No caso
de um sistema telefônico, uma questão pode ser: "Quais
são os telefones servidos por uma dada caixa terminal?".
Já para uma rede de água, pode-se perguntar: "Se
injetarmos uma dada percentagem de cloro na caixa d'água
de um bairro, qual a concentração final nas casas?"
- Um sistema de modelagem de redes só terá
utilidade para o cliente depois de devidamente adaptado para as
suas necessidades, o que pode levar vários anos. Isto impõe
uma característica básica para esta aplicação:
os sistemas devem ser versáteis e maleáveis
O que são imagens?
- Representam formas de captura indireta de informação
espacial. Obtidas por meio de satélites, fotografias aéreas
ou "scanners" aerotransportados, as imagens são
armazenadas como matrizes, onde cada elemento de imagem (denominado
"pixel") tem um valor proporcional à reflectância
do solo para a área imageada.
- Os objetos geográficos estão contidos
na imagem e para individualizá-los, é necessário
recorrer a técnicas de foto-interpretação
e de classificação automática.
- Características importantes de imagens
de satélite são: número de bandas do espectro
eletromagnético imageadas (resolução espectral),
a área da superfície terrestre observada instantaneamente
por cada sensor (resolução espacial) e o
intervalo entre duas passagens do satélite pelo mesmo ponto
(resolução temporal).
- Características gerais dos principais
satélites (com os sensores) disponíveis:
| Satélite (família)
| Instrumento | Num. bandas
| Resolução espacial
| Resolução temporal
|
| LANDSAT | MSS
| 4 | 80 m
| 18 dias |
| TM | 7
| 30 m | 18 dias
|
| SPOT | XS |
3 | 20 m |
27 dias |
| PAN | 1
| 10 m | 27 dias
|
| TIROS/NOAA | AVHRR
| 5 | 1100 m
| 6 horas |
| METEOSAT | MSS
| 4 | 8000 m
| 30 minutos |
| ERS | SAR banda-C
| 1 | 25 m
| 25 dias |
O que são modelos numéricos
de terreno?
- O termo modelo numérico de terreno
(ou MNT) denota a representação de uma grandeza
que varia continuamente no espaço. Comumente associados
à altimetria, podem ser utilizados para modelar outros
fenômenos de variação contínua (como
variáveis geofísicas e geoquímicas e batimetria).
- Dois tipos de representação podem
ser utilizados:
- Grades regulares:
matriz de elementos com espaçamento fixo, onde é
associado o valor estimado da grandeza na posição
geográfica de cada ponto da grade.
- Malhas triangulares:
a grade é formada por conexão entre amostras do
fenômeno, utilizando a triangulação de Delaunay
(sujeita a restrições). A grade triangular é
uma estrutura topológica vetorial do tipo arco-nó
formando recortes triangulares do espaço.
- Comparação entre grade retangulares
e triangulares:
| Grade triangular
| Grade regular |
| Vantagens |
Melhor representação de relevo complexo
Incorporação de restrições como linhas de crista
| Facilita manuseio e conversão
Adequada para geofísica e visualização 3D
|
| Problemas |
Complexidade de manuseio
Inadequada para visualização 3D
| Representação relevo complexo
Cálculo de declividade
|
Quais as classes de aplicações de Geoprocessamento?
- Projetos de análise espacial
sobre regiões de pequeno e médio porte. Por exemplo
geração de relatórios de impacto ambiental
para criação de uma hidroelétrica ou traçado
de uma ferrovia. Requerem grande flexibilidade e abrangência
das funções do SIG, para dados de quantidade limitada,
mas muito variada.
- Inventários espaciais
sobre grandes regiões. Por exemplo levantamentos sistemáticos,
como os feitos pelo INPE para mapear o desflorestamento na Amazônia.
Ênfase maior no tratamento de grandes bases de dados, sendo
que os mesmos procedimentos são repetidos para todos os
dados, em regiões são muito grandes.
Qual o estado atual da tecnologia e o que se
espera no futuro?
- Sistemas de informação geográfica
podem ser divididos em três gerações:
- Primeira geração - CAD
cartográfico. Sistemas herdeiros da tradição
de Cartografia, com suporte de bancos de dados limitado e com
o paradigma típico de trabalho sendo o mapa (chamado de
"cobertura" ou de "plano de informação").
Desenvolvidos a partir do início da década de 80
para ambientes da classe VAX e, a partir de 1985, para sistemas
PC/DOS. Utilizada principalmente em projetos isolados, sem a
preocupação de gerar arquivos digitais de dados.
Esta geração também pode ser caracterizada
como sistemas orientados a projeto ("project-oriented GIS").
- Segunda geração
- Banco de dados geográfico. Concebida para uso em ambientes
cliente-servidor, acoplado a gerenciadores de bancos de dados
relacionais e com pacotes adicionais para processamento de imagens.
Chegou ao mercado no início da década de 90. Com
interfaces baseadas em janelas, esta geração também
pode ser vista como sistemas para suporte à instituições
("enterprise-oriented GIS").
- Terceira geração - Bibliotecas
geográficas digitais ou centros de dados geográficos.
Previstos para o final da década de 90. Caracterizada pelo
gerenciamento de grandes bases de dados geográficos, com
acesso através de redes locais e remotas, com interface
via WWW (World Wide Web). Requer tecnologias como bancos de
dados distribuídos e federativos permitindo interoperabilidade,
ou seja, o acesso de informações espaciais por SIGs
distintos. Sistemas orientados para troca de informações
entre uma instituição e os demais componentes da
sociedade ("society-oriented GIS").
O que caracteriza um
SIG de primeira geração?
- Sistemas com operações gráficas
e de análise espacial sobre arquivos ("flat files").
Ligação com gerenciadores de bancos de dados parcial
(parte das informações descritivas se encontra no
sistema de arquivos) ou inexistente.
- Adequados à realização de
projetos de análise espacial sobre regiões
de pequeno e médio porte, enfatizando o aspecto de mapeamento.
- Permite a entrada de dados sem definição
prévia do esquema conceitual, assemelhando-se a ambientes
de CAD que podem representar projeções cartográficas
e associar atributos a objetos espaciais.
- Não possuem suporte adequado para construir
grandes bases de dados espaciais.
O que caracteriza um
SIG da segunda geração?
- Concebidos operar como um banco de dados geográfico,
ou seja, um banco de dados não-convencional onde os
dados possuem atributos descritivos e uma representação
geométrica no espaço geográfico.
- Requerem avanços em:
- Modelagem conceitual para quebrar a dicotomia
matricial-vetorial e para gerar interfaces com maior conteúdo
semântico, em integração sensoriamento remoto
- geoprocessamento, ou seja, integração entre mapas
temáticos, modelos de terreno e imagens de satélites.
- Representações topológicas
em múltiplas escalas e projeções.
- Linguagens de consulta, manipulação
e representação de objetos espaciais de grande poder
expressivo.
- Técnicas de análise geográfica
como classificação contínua e modelagem ambiental.
- Arquiteturas de sistemas de gerência de
banco de dados com novos métodos de indexação
espacial, adequados às massas de dados a serem gerenciadas.
- O uso de ambientes cliente-servidor requer competência
em administração em Bancos de Dados e em Redes de
Computadores. Exige investimento maior para adquirir, instalar
e operar sistemas gerenciadores de bancos de dados (SGBD) de
mercado. As bases de dados corporativas devem estar no mesmo ambiente
de SGBD utilizado pelo SIG.
O que caracteriza um
SIG da terceira geração?
- Banco de dados geográfico compartilhado
por um conjunto de instituições, acessível
remotamente e armazenando dados geográficos, descrições
acerca dos dados ("metadados") e documentos multimídia
associados (texto, fotos, áudio e vídeo).
- Motivado pelo aguçar da nossa percepção
dos problemas ecológicos, urbanos e ambientais, pelo interesse
em entender, de forma cada vez mais detalhada, processos de mudança
local e global e pela necessidade de compartilhar dados entre
instituições e com a sociedade
- Núcleo básico composto por um grande
banco de dados geográficos com acesso concorrente a uma
comunidade de usuários, com diferentes métodos de
seleção, incluindo folheamento ("browsing")
e linguagem de consulta.
- Metadados (ou "dados sobre os dados")
descrevendo os conjuntos de dados disponíveis localmente
ou em centros associados, devendo ser suficiente para guiar a
busca e com um conjunto pequeno de descritores obrigatórios,
minimizando o esforço requerido para compor o metadado
e maximizando a capacidade de busca disponível. Disponibilidade
de dados síntese, na forma de mapas em escala reduzida
que podem ser utilizados para localizar geograficamente os conjuntos
de dados disponíveis. Deve permitir um refinamento do processo
de consulta, estabelecendo um caminho contínuo entre o
nível mais abstrato de metadados e os dados.
- Acesso por
interfaces multimídia via Internet, proporcionado pelo
ambiente WWW, permitindo que os dados geográficos sejam
apresentados de forma pictórica (através de mapas
reduzidos e imagens "quick-look").
- Navegação
pictórica (browsing), ou
seja, seleção baseada em apontamento na qual
uma interface interativa permite ao usuário percorrer o
banco de dados, acessando dados com base em sua localização
espacial. Deve garantir interatividade e rapidez de resposta
por meio de mecanismos de generalização.
- Interoperabilidade,
ou seja, o compartilhamento de dados e procedimentos entre bancos
de dados geográficos baseados em SIGs distintos, que apresentam
diferenças significativas na maneira de operar e nos formatos
internos de armazenamento. Necessidade de estabelecer padrões
de transferência de dados e nos procedimentos de consulta,
manipulação e apresentação.
- Modelo Conceptual de SPRING
- Quais são as características
do modelo do SPRING?
- O que é orientação
a objetos e como se aplica ao Geoprocessamento?
- Como é o processo de modelagem?
- Quais os componentes do universo
Conceitual?
- Quais são as especializações
de geo-campos e de geo-objetos?
- O que é plano de informação?
- O que é objeto não-espacial?
- Qual o esquema geral do universo
conceitual no SPRING?
- Como se define o esquema conceitual no banco de
dados do SPRING?
- Quais os componentes do universo de Representação?
- Como se relacionam os universos Conceitual e de
Representação?
- Interface com Bancos de Dados