A onda eletromagnética pode também
ser caracterizada pelo comprimento de onda (lâmbda) que
pode ser expresso pela equação:
- A faixa de comprimentos de onda ou freqüências
em que se pode encontrar a radiação eletromagnética
é ilimitada.
- Este espectro é subdividido em faixas,
representando regiões que possuem características
peculiares em termos dos processos físicos geradores de
energia ou dos mecanismos físicos de detecção
desta energia.
- As principais faixas do espectro eletromagnético
estão descritas abaixo e representados na figura a seguir.
- Ondas de rádio:
baixas freqüências e grandes comprimentos de onda.
São utilizadas para comunicação a longa distância.
- Microondas: faixa
de 1mm a 30cm ou 3x1011 a 3x109 Hz. Pode-se
gerar feixes de radiação eletromagnética
altamente concentrados, chamados radares. Por serem pouco atenuados
pela atmosfera, ou por nuvens, permitem o uso de sensores de microondas
em qualquer condição de tempo.
- Infravermelho: grande
importância para o Sensoriamento Remoto. Engloba radiação
com comprimentos de onda de 0,75um a 1,0mm. A radiação
I.V. é facilmente absorvida pela maioria das substâncias
(efeito de aquecimento).
- Visível: Radiação
capaz de produzir a sensação de visão para
o olho humano normal. Pequena variação de comprimento
de onda (380 a 750nm). Importante para o Sensoriamento Remoto,
pois imagens obtidas nesta faixa, geralmente, apresentam excelente
correlação com a experiência visual do intérprete.
- Ultravioleta: extensa
faixa do espectro (10nm a 400nm). Películas fotográficas
são mais sensíveis à radiação
ultravioleta do que a luz visível. Uso para detecção
de minerais por luminescência e poluição marinha.
Forte atenuação atmosférica nesta faixa,
se apresenta como um grande obstáculo na sua utilização.
- Raios X: Faixa de
1Ao a 10nm (1Ao = 10-10m). São
gerados, predominantemente, pela parada ou freamento de elétrons
de alta energia. Por se constituir de fótons de alta energia,
os raios-X são altamente penetrantes, sendo uma poderosa
ferramenta em pesquisa sobre a estrutura da matéria.
- Raios-GAMA: são
os raios mais penetrantes das emissões de substâncias
radioativas. Não existe, em princípio, limite superior
para a freqüência das radiações gama,
embora ainda seja encontrada uma faixa superior de freqüência
para a radiação conhecida como raios cósmicos.
Como são os sistemas sensores?
- Coletor: recebe a energia através de uma
lente, espelho, antenas, etc...
- Detetor: capta a energia coletada de uma determinada
faixa do espectro;
- Processador: Processa o sinal registrado (revelador,
amplificação, etc...) através do qual se
obtém o produto;
- Produto: contém a informação
necessária ao usuário.
Quais tipos de sensores
existem?
- Podem ser classificados em função
da fonte de energia ou em função do tipo de produto
que produz.
- Em função da fonte de energia:
- PASSIVOS: não
possuem fonte própria de radiação. Mede radiação
solar refletida ou radiação emitida pelos alvos.
Ex.: Sistemas fotográficos.
- ATIVOS: possuem sua
própria fonte de radiação eletromagnética,
trabalhando em faixas restritas do espectro. Ex.: Radares.
- Em função do tipo de produto:
- Não-imageadores:
não geram imagem da superfície sensoriada. Ex.:
Espectrorradiômetros (assinatura espectral) e radiômetros
(saída em dígitos ou gráficos). Essenciais
para aquisição de informações precisas
sobre o comportamento espectral dos objetos.
- Imageadores: obtém-se
uma imagem da superfície observada como resultado. Fornecem
informações sobre a variação espacial
da resposta espectral da superfície observada.
- Os sistemas imageadores podem ser divididos em:
- Sistema de quadro
("framing systems"): adquirem a imagem da cena em sua
totalidade num mesmo instante. Ex.: RBV.
- Sistema de varredura
("scanning systems"). Ex.: TM, MSS, SPOT.
- Sistema fotográfico.
Fácil de operar. Limitada capacidade de captar a resposta
espectral (filmes cobrem somente o espectro entre ultravioleta
próximo ao infravermelho distante). Limita-se as horas
de sobrevôo e devido a fenômenos atmosféricos
não permitem freqüentemente observar o solo a grandes
altitudes.
- A tabela abaixo apresenta uma análise
comparativa dos sensores fotográficos e imageamentos por
varredura.
| Imageamento por sensores fotográficos.
| Imageamento por sensores de varredura.
|
| Resolução geométrica |
alta | média
|
| Resolução espectral | média
| alta |
| Repetitividade | baixa
| alta |
| Visão sinóptica | baixa
| alta |
| Base de dados | analógica
| digital |
O que são os sistemas sensores orbitais? Quais são
os principais?
- Os sistemas sensores orbitais exploram as características
de uma plataforma embarcada em uma órbita que deve ser:
- Circular, para garantir que as imagens tomadas
em diferentes regiões da Terra tivessem a mesma resolução
e escala;
- Permitir o imageamento cíclico da superfície,
para garantir a observação periódica e repetitiva
dos mesmos lugares;
- Ser síncrona com o Sol (heliossíncrono),
para que as condições de iluminação
da superfície terrestre se mantivessem constantes;
- Horário da passagem do satélite
deve atender às solicitações de diferentes
áreas de aplicação (geologia, geomorfologia,
agricultura, etc..).
- A tabela abaixo apresenta as características
do Landsat, SPOT e ERS-1.
| Landsat 4 e 5
| SPOT 1 e 2 | ERS-1
|
| Órbita | circular
98,2 graus
heliosincrono
| circular
98,7 graus
heliosincrono
| circular
98,5 graus
heliosincrono
|
| Período | 99 minutos
| 97 minutos | 100,467 minutos
|
| Altitude | 705 km
| 832 km | 785 km
|
| Cruzamento | 9:45 horas
| 10:39 horas | 10:30 hoas (desc.)
|
| Ciclo | 16 dias
| 26 dias | 35 dias (SAR)
|
| Órbita adj. | 172 km
| 108 km | 100 km
|
| Órbita suc. | 2.750 km
| 2.700 km | -
|
Quais são as características
do LANDSAT?
- Compõe-se até o momento de 5 satélites,
que foram desenvolvidos pela NASA (National Aeronautics and Space
Administration.
- Landsat 1 e 2 com dois sistemas sensores com
a mesma resolução espacial, mas diferentes concepções
de imageamento: o sistema RBV, com imageamento instantâneo
de toda a cena e o sistema MSS, com imageamento do terreno por
varredura de linhas (line-scanner).
- Landsat 3, com sistema RBV modificado, provendo
dados com melhor resolução espacial em uma única
faixa do espectro e uma faixa espectral adicionada ao sistema
MSS, para operar na região do infravermelho termal..
- A partir do Landsat 4 e 5, ao invés do
sensor RBV, a carga útil do satélite passou a contar
com o sensor TM (Thematic Mapper), operando em 7 faixas espectrais.
Esse sensor conceitualmente é semelhante ao MSS mas incorpora
aperfeiçoamentos nos componentes ópticos e nos componentes
eletrônicos.
- Imageador RBV(Return Beam Vidicon): sistema semelhante
a uma câmera de televisão permitindo o registro instantâneo
de uma certa área do terreno. A energia proveniente de
toda a cena impressiona a superfície fotossensível
do tubo da câmera e, durante certo tempo, a entrada de energia
é interrompida por um obturador, para que a imagem do terreno
seja varrida por um feixe de elétrons. O sinal de vídeo
é então transmitido telemetricamente.
- Imageador MSS (Multispectral Scanner): sistema
sensor que permite o imageamento de linhas do terreno numa faixa
de 185 km, perpendiculares à órbita do satélite.
A varredura do terreno é realizada com auxílio de
um espelho que oscila perpendicularmente ao deslocamento do satélite.
Durante a oscilação do espelho, a imagem do terreno,
ao longo da faixa, é focalizada sobre uma matriz de detetores.
A dimensão de cada detetor é responsável
pelo seu campo de visada instantâneo (área observada
por cada detetor na superfície da Terra). A energia registrada
por cada detetor é transformada em um sinal elétrico
e este transmitido para as estações em terra. A
cada oscilação do espelho, o satélite desloca-se
ao longo da órbita, para proporcionar o imageamento contínuo
do terreno. Entretanto, o movimento de rotação da
Terra provoca um pequeno deslocamento do ponto inicial da varredura
para oeste a cada oscilação do espelho, ou seja,
a cada seis linhas imageadas. Se considerarmos o deslocamento
de 185 km ao longo da órbita do satélite, há
um deslocamento de 12,5 cm entre a primeira e a última
coluna de pixels.
- Imageador TM(Thematic Mapper): sistema de varredura
multiespectral concebido para obter melhor resolução
espacial, melhor discriminação espectral entre objetos
da superfície terrestre, maior fidelidade geométrica
e melhor precisão radiométrica em relação
ao sensor MSS. A energia proveniente da cena atinge o espelho
de varredura que oscila perpendicularmente à direção
de deslocamento do satélite em sentido leste-oeste e oeste-leste.
O sinal atravessa um telescópio e um conjunto de espelhos,
cuja função principal é corrigir o sinal
coletado pelo espelho de varredura. Dessa maneira, o sinal detectado
em cada matriz de detetores de cada canal é transferido
para um amplificador e convertido em sinal digital através
de um sistema A/D (analógico/digital). A saída de
dados é, então transmitida via telemetria.
Quais são as
características do SPOT?
- Programa francês semelhante ao programa
Landsat, concebido pelo Centre National d'Etudes Spatiales (CNES)
com dois sensores de alta resolução (HRV - HAUT
Resolution Visible) a bordo. Estes sensores foram concebidos para
operarem no modo multiespectral (aquisição de dados
em três faixas do espectro eletromagnético com uma
resolução espacial de 20 metros) e no modo pancromático
com uma banda de resolução espacial de 10 metros.
- Uma das características marcantes dos
instrumentos a bordo do SPOT é a possibilidade de observação
"off-nadir" (apontamento direcional). O sensor poderá
ser direcionado de modo a observar cenas laterais à órbita
em que se encontra inserido o satélite em dado momento.
Esta possibilidade de observação "off-nadir"
aumenta os meios de obter-se um aumento no recobrimento repetitivo
de determinadas áreas. Outra vantagem da visada "off-nadir"
é a possibilidade de serem obtidos pares estereoscópicos
de determinadas áreas.
- A luz proveniente da cena atinge um espelho plano,
que pode ser controlado a partir das estações terrenas
variando em ângulos de +/- 0,6 até 27o
em relação ao eixo vertical. A energia que atinge
o espelho plano é focalizada sobre uma matriz linear de
detetores do tipo CCD (Charge-Coupled Device). Cada matriz consiste
em 6000 detetores arranjados linearmente, formando o que se convenciona
chamar de "push-broom scanner" ou sistema de varredura
eletrônica. Este sistema permite o imageamento instantâneo
de uma linha completa no terreno, perpendicularmente à
direção de deslocamento do satélite em sua
órbita.
Quais são as
características do ERS-1?
- Construído pela Agência Espacial
Européia (ESA), o ERS-1 foi lançado do centro espacial
da Guiana Francesa pelo foguete Ariane 4 em 16 de julho de 1991.
Com uma missão noninal de dois anos, os objetivos são
voltados principalmente para estudos oceânicos e de geleiras,
nas várias áreas de ciências naturais.
- Dentre os vários aparelhos a bordo do
satélite, temos o AMI (Active Microwave Instruments), constituído
por um radar de Abertura Sintética (SAR) e um escaterômetro
(aparelho para medição de ventos). As imagens adquiridas
pelo SAR, fornece dados de uma faixa de 100 x 100 km, com uma
resolução espacial de 30 metros. Uma antena de 10
x 1 metros emite e recebe um feixe de microondas na faixa de 5,3
Ghz (banda C), com polarização VV e um ângulo
de incidência de 23 graus. A operação do SAR
no modo Imagem produz uma taxa de dados muito alta (105 Mbps),
fazendo com que as imagens só possam ser geradas em zonas
equipadas com estações receptoras. A superfície
terrestre poderá ser inteiramente coberta e imageada em
ciclos de 35 dias.
Sistemas de Aquisição de Imagens
O que é uma imagem digital?
- Uma imagem digital pode ser definida por uma
função bidimensional, da intensidade de luz refletida
ou emitida por uma cena, na forma I(x,y); onde os valores de I
representam, a cada coordenada espacial (x,y), a intensidade da
imagem nesse ponto. Essa intensidade é representada por
um valor inteiro, não-negativo e finito.
- A cada ponto imageado pelos sensores, corresponde
a uma área mínima denominada "pixel" (picture
cell), que deve estar geograficamente identificado, e para o qual
são registrados valores digitais relacionados a intensidade
de energia refletida em faixas (bandas) bem definidas do espectro
eletromagnético.
- O processo de digitalização de
uma imagem não-digital ("imagem contínua"),
corresponde a uma discretização (ou amostragem)
da cena em observação, através da superposição
de uma malha hipotética, e uma atribuição
de valores inteiros (os níveis de cinza) a cada ponto dessa
malha (processo chamado de quantização).
- Em satélites como o Landsat e SPOT, o
sinal elétrico detectado em cada um de seus canais, é
convertido ainda a bordo do satélite, por um sistema analógico/digital,
e a saída enviada para as estações de recepção
via telemetria. As imagens destes satélites são
amostradas com um número grande de pontos (as imagens do
sensor "Thematic Mapper" do satélite Landsat
possuem mais de 6000 amostras por linha). Além disso, tais
imagens têm a característica de serem multiespectrais,
no sentido de constituírem uma coleção de
imagens de uma mesma cena, num mesmo instante, obtida por vários
sensores com respostas espectrais diferentes.
Quais características tem uma imagem?
- Tem número finito de bits para representar
a radiância da cena para cada "pixel".
- Radiância é
o fluxo radiante que provém de uma fonte, numa determinada
direção, por unidade de área. A quantificação
da radiância contínua de uma cena é representada
pelos níveis de cinza discretos na imagem digital, é
dada por um número de bits por "pixel" para produzir
um intervalo de radiância. Os sensores da nova geração
obtêm normalmente imagens em 8 ou 10 bits (equivalente a
256 ou 1024 níveis digitais). O nível de cinza é
representado pela radiância média de uma área
relativamente pequena em uma cena. Esta área é determinada
pela altitude do sistema sensor a bordo do satélite e outros
parâmetros como o IFOV (Instantaneous Field Of View), que
é o ângulo formado pela projeção geométrica
de um único elemento detetor sobre a superfície
da Terra.
- No caso das imagens multiespectrais, a representação
digital é mais complexa, porque para cada coordenada (x,y),
haverá um conjunto de valores de nível de cinza.
Representa-se então cada "pixel" por um vetor,
com tantas dimensões quantas forem as bandas espectrais.
- Banda espectral é
o intervalo entre dois comprimentos de onda, no espectro eletromagnético.
- Resolução
é uma medida da habilidade que um sistema sensor possui
de distinguir entre respostas que são semelhantes espectralmente
ou próximas espacialmente. A resolução pode
ser classificada em espacial, espectral e radiométrica.
- Resolução espacial:
mede a menor separação angular ou linear entre dois
objetos. Por exemplo, uma resolução de 20 metros
implica que objetos distanciados entre si a menos que 20 metros,
em geral não serão discriminados pelo sistema.
- Resolução espectral:
é uma medida da largura das faixas espectrais do sistema
sensor. Por exemplo, um sensor que opera na faixa de 0.4 a 0.45
m tem uma resolução espectral menor do que o sensor
que opera na faixa de 0.4 a 0.5 um.
- Resolução radiométrica:
está associada à sensibilidade do sistema sensor
em distinguir dois níveis de intensidade do sinal de retorno.
Por exemplo, uma resolução de 10 bits (1024 níveis
digitais) é melhor que uma de 8 bits.
- A tabela a seguir apresenta as características
de resolução dos sistemas sensores Thematic Mapper
(TM), Haute Resolution Visible (HRV) e Advanced Very Resolution
Radiometer (AVHRR), a bordo dos satélites Landsat, SPOT
e NOAA, respectivamente.
| TM
| HRV | AVHRR
|
| Freqüência da aquisição de imagens
| 16 dias | 26 dias | 2 vezes ao dia
|
| Resolução espacial
| 30 m
120 m (Banda6) | 20 m (Banda1 a 3)
10 m (Pan)
| 1.1 Km (nominal) |
| Resolução radiométrica
| 8 bits | 8 bits (1-3)
6 bits (Pan)
| 8 bits |
| Resolução espectral
bandas espectrais
(micrômetros)
| Banda1 - 0.45-0.52
Banda2 - 0.52-0.60
Banda3 - 0.63-0.69
Banda4 - 0.76-0.90
Banda5 - 1.55-1.75
Banda6 - 10.74-12.5
Banda7 - 2.08-2.35
| Banda1 - 0.50-0.59
Banda2 - 0.61-0.68
Banda3 - 0.79-0.89
Pan - 0.51-0.73
| Banda 1 - 0.58-0.68
Banda 2 - 0.725-1.1
Banda 3 - 3.55-3.93
Banda 4 - 10.30-11.30
Banda 5 - 11.50-12.50
|
- As diferentes bandas espectrais dos sensores têm aplicações
distintas em estudos de sensoriamento remoto. Para orientar o
usuário na seleção das melhores bandas a
serem utilizadas no seu projeto, apresenta-se as tabelas a seguir.
| Satélite Landsat - Sensor TM
|
| Canal | Faixa Espectral (um)
| Principais aplicações |
| 1 | 0.45 - 0.52
| Mapeamento de águas costeiras
Diferenciação entre solo e vegetação
Diferenciação entre vegetação coníferas e decídua
|
| 2 | 0.52 - 0.60
| Reflectância de vegetação verde sadia
|
| 3 | 0.63 - 0.69
| Absorção de clorofila
Diferenciação de espécies vegetais
|
| 4 | 0.76 - 0.90
| Levantamento de biomassa
Delineamento de corpos d'água
|
| 5 | 1.55 - 1.75
| Medidas de umidade da vegetação
Diferenciação entre nuvens e neve
|
| 6 | 10.4 - 12.5
| Mapeamento de estresse térmico em plantas
Outros mapeamentos térmicos
|
| 7 | 2.08 - 2.35
| Mapeamento hidrotermal
|
| Satélite SPOT - Sensor HRV
|
| Canal | Faixa Espectral (um)
| Principais aplicações |
| 1 | 0.50 - 0.59
| Reflectância de vegetação verde sadia
Mapeamento de águas
|
| 2 | 0.61 - 0.68
| Absorção da clorofila
Diferenciação de espécies vegetais
Diferenciação de solo e vegetação
|
| 3 | 0.79 - 0.89
| Levantamento de fitomassa
Delineamento de corpos d'água
|
| Pan | 0.51 - 0.73
| Estudo de áreas urbanas |
| Satélite NOAA - Sensor AVHRR
|
| Canal | Faixa Espectral (um)
| Principais aplicações |
| 1 | 0.58 - 0.68
| Mapeamento diurno de nuvem, gelo e neve.
Definição de feições de solo e cobertura vegetal.
|
| 2 | 0.725 - 1.1
| Delineamento da superfície da água
Definição de condições de fusão de neve e gelo
Avaliação da vegetação e monitoramento metereológico (nuvens).
|
| 3 | 3.55 - 3.93
| Mapeamento noturno e diurno de nuvens
Análise da temperatura (C) da superfície do mar
Detecção de pontos quentes (incêndios).
|
| 4 e 5 | 10.30 - 11.30 (4)
11.50 - 12.50 (5)
| Mapeamento noturno e diurno de nuvens.
Medição da superfície do mar, lagos e rios.
Detecção de erupção vulcânica.
Umidade do solo, atributos metereológicos das nuvens.
Temperatura da superfície do mar e umidade do solo.
|
Quais os formatos de imagens de sensores orbitais existem?
- Os arquivos de imagens dos sensores podem estar
disponíveis nos formatos superestrutura ou "fast
format".
- Formato superestrutura (padrão de fitas
e CDROM): apresenta uma organização de dados em
quatro níveis hierárquicos distintos: volume, o
arquivo, o registro e o campo de dados. Um grupo de arquivos compõem
um volume lógico, o qual pode ser armazenado em vários
volumes físicos (fitas) e um volume físico pode
armazenar vários volumes lógicos, isto é,
podemos ter uma fita com vários arquivos (bandas), ou uma
banda em mais de um volume físico. Os componentes básicos
de uma superestrutura são: o arquivo diretório do
volume e o arquivo descritor.
- O arquivo diretório de volume define e
identifica um volume lógico (por exemplo um conjunto de
bandas). O arquivo descritor é o primeiro registro dentro
de cada arquivo de dados (cada banda) e define a estrutura interna
do arquivo fornecendo parâmetros para interceptar seu conteúdo.
- Formato "fast format": contém
uma quantidade mínima de dados gerais, compactando o máximo
possível os dados em uma fita, facilitando assim a leitura
e a escrita. Este formato está disponível somente
para estrutura de imagem em banda seqüencial (BSQ), usado
em imagens TM/Landsat. Os arquivos da imagem estão contidos
em uma única fita e pode haver mais de um arquivo imagem
por fita. Há dois tipos de arquivo em uma fita "fast
format": o arquivo de "header" e os arquivos de
imagens.
- O arquivo de "header" é o primeiro
de cada fita e contém dados de descrição
como data, opções de processamento e informação
de projeção para o produto.
- Os arquivos de imagem contêm somente "pixels"
de imagem. Estes dados podem ser blocados ou não. A blocagem
é utilizada para condensar uma imagem, o máximo
possível. Na maior parte das vezes, as imagens geocodificadas
são blocadas.
Quais são os
padrões de gravação da imagem do TM/Landsat?
- A imagem TM/Landsat que o SPRING faz a leitura
deve estar no padrão BSQ de bandas seqüenciais.
- No padrão BSQ, a imagem é registrada
na fita, banda a banda, conforme ilustra o esquema a seguir:
Registro linhas colunas
1 2 3 4 5 6
1 1 B1 B1 B1 B1 B1 .
2 2 B1 B1 B1 B1 B1 .
3 3 B1 B1 B1 B1 B1 .
. . .
. 1 B2 B2 B2 B2 B2 .
. 2 B2 B2 B2 B2 B2 .
. 3 B2 B2 B2 B2 B2 .
- O usuário pode escolher os produtos digitais
das fitas TM-Landsat com níveis de correção
geométrica. Os níveis possíveis são
4, 5 e 6:
- Nível 4 - o
produto padrão do INPE é gerado neste nível.
São aplicados os cálculos de correção
geométrica, utilizando-se os dados de efemérides
e atitude obtidos do satélite.
- Nível 5 - os
procedimentos são idênticos aos aplicados no nível
4, com correção geométrica básica
com reamostragem por "vizinho mais próximo" e
pontos de controle adquiridos a partir de uma base cartográfica
oficial.
- Nível 6 - os
procedimentos são semelhantes aos do nível 5, com
reamostragem por convolução cúbica.
- O tamanho de uma cena de uma imagem TM/Landsat
é de 6177 linhas por 6489 colunas, a qual pode ser dividida
em quadrantes de 3087 linhas e 3243 colunas. Os quadrantes encontram-se
dispostos na cena conforme a figura a seguir:
| Quadrantes
|
| A= | 1,2,,5,6 | N=
| 2,3,6,7 |
| B= | 3,4,7,8 | S=
| 10,11,14,15 |
| C= | 9,10,13,14 | W=
| 5,6,9,10 |
| D= | 11,12,15,16 | E=
| 7,8,11,12 |
| X= | 6,7,10,11 |
| |
- Os dados Landsat TM em CD-ROM são distribuídos
em forma de cenas inteiras (full frame - aproximadamente 185 x
185 km) ou quadrantes (aproximadamente 96 x 96 km), desde 1 até
7 bandas espectrais. Todas as cenas são fornecidas com
o mesmo nível de correção radiométrica
básica, que consiste na equalização da resposta
dos sensores, de forma a eliminar o efeito de "stripping"
dos dados Landsat-TM. Não são aplicadas equalizações
de histogramas ou correções para o ângulo
de elevação do sol. O CD-ROM é formatado
no padrão IBM-DOS, podendo ser lido por qualquer unidade
de leitura que aceite discos óticos em conformidade com
o padrão ISO-9660. O disco está estruturado em subdiretórios:
- no diretório-raiz, estão localizados
alguns arquivos gerais, tais como esta documentação
de formato e um programa de conversão do formato do CD-ROM
para um arquivo formato TIFF.
- um ou mais diretórios com a identificação
WRS da cena. Por exemplo, uma imagem full frame sobre o Rio de
Janeiro (base 217 ponto 76) estará localizada no diretório
\217_076. Se a imagem for quadrante, a sigla do quadrante também
fará parte do nome do diretório. Por exemplo, o
quadrante A da mesma cena do exemplo acima estará localizada
no diretório \216_076A.
- em cada diretório, haverá um ou mais
subdiretórios com a data de aquisição da
cena. A forma geral do subdiretório é \aammdd, onde
"aa" são os 2 últimos dígitos do
ano, "mm" os dígitos do mês e "dd"
os dígitos do dia da aquisição. Por exemplo,
a mesma cena do exemplo acima que tenha sido adquirida em 31 de
janeiro de 1994 estará localizada no subdiretório
\940131.
- nos subdiretórios respectivos encontram-se os
arquivos de imagem, um para cada banda requisitada, e alguns arquivos
de descrição do produto (similares aos arquivos
da CCT Super-Estrutura), cujas descrições detalhadas
são dadas mais adiante. Cada arquivo de imagem é
nomeado simplesmente BANDAn.DAT, onde "n" é o
número da banda.
- Por exemplo, a banda 7 da mesma cena do Rio de Janeiro, quadrante
A, adquirida pelo satélite em 31 de janeiro de 1994, deverá
ser acessada com o nome:\217_076a\940131\banda7.dat
- As imagens em CDROM são gravadas no formato superestrutura.
eventualmente, poderá existir um subdiretório adicional,
\DEMO, com algumas imagens de demonstração, em formato
TIFF ou JPEG.
Quais são os padrões
de gravação da imagem HRV/SPOT?
- O programa de leitura de imagens do SPRING (IMPIMA),
permite a leitura de imagem HRV/SPOT, onde esta deve estar no
formato banda intercalada por linha (BIL), onde cada linha é
gravada seqüencialmente para todas as bandas, conforme ilustra
o esquema a seguir:
Registro linhas colunas
1 2 3 4 5 6
1 1 B1 B1 B1 B1 B1 .
2 1 B2 B2 B2 B2 B2 .
3 1 B3 B3 B3 B3 B3 .
4 2 B1 B1 B1 B1 B1 .
5 2 B2 B2 B2 B2 B2
.
6 2 B3 B3
- O usuário pode escolher os produtos digitais
das fitas HRV-SPOT com níveis de correção
geométrica. Os níveis possíveis são
1A, 1B, 2A e 2B, descritos a seguir.
- Nível 1A: a
imagem contém dados originais com calibração
radiométrica relativa e absoluta, através da normalização
dos detetores, sem correção geométrica e
calibração entre bandas.
- Nível 1B: a
correção radiométrica é a mesma de
1A, acrescida da reamostragem para compensação dos
efeitos internos e externos do sistema e a correção
geométrica, para os efeitos de perspectiva, rotação
da Terra e variação da velocidade do satélite.
- Nível 2A:
a correção radiométrica é a mesma
do nível 1B e apresenta um pré-processamento geométrico
sobre um mapa com o uso de dados de atitude do satélite.
- Nível 2B: a
imagem possui correção geométrica sobre um
mapa, com o uso de dados de atitude do satélite e pontos
de controle do terreno.
- A definição do formato de uma cena,
em uma imagem SPOT, depende se esta possui informação
multiespectral (bandas 1, 2 e 3) ou pancromática (pan),
e ainda do nível de correção da imagem.
- O tamanho das imagens SPOT é definido
de acordo com o nível de correção, conforme
mostra a tabela a seguir:
| Nível
| Modo | Nº linhas
| Nº colunas |
| 1A | P
XS
| 6.000
6.000
| 6.000
3.000
|
| 1B | P
XS
| 6.000
3.000
| 6.400 a 8.500
3.200 a 4.250
|
| 2A/2B | P
XS
| 7.200 a 10.200
3.600 a 5.100
| 7.500 a 10.200
3.750 a 5.100
|
- Uma cena da imagem SPOT pode também ser divida em quadrantes,
conforme ilustra a figura ao lado. Cada quadrante representa uma
área de aproximadamente 40 x 40 Km e o usuário tem
a possibilidade de requisitar uma cena que esteja localizada entre
quadrantes. Para isto, deve identificar a área desejada
na imagem e definir um quadrado de 40 x 40 Km envolvendo-a.
Quais são os padrões
de gravação da AVHRR/NOAA?
- A imagem AVHRR/NOAA encontra-se no padrão
banda intercalada por "pixel" (BIP). No formato BIP,
cada "pixel" é gravado seqüencialmente para
todas as bandas, conforme ilustra o esquema a seguir.
| Registro
| Linhas | Colunas
|
| 1 | 1
| B1.1 B2.1 B3.1 B4.1 B5.1 B1.2 B2.2
|
| 2 | 2
| B1.n B2.n B3.n B4.n B5.n B1.n+1... |