Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais



RESULTADOS 2013
Apresentação do projeto
Publicação sobre o projeto
Acesso aos mapas/imagens
Mapa A1 para plotagem
Site do Projeto na Embrapa (SomaBrasil)
Contato: prodes@dpi.inpe.br





Projeto TerraClass Cerrado
Mapeamento do Uso e Cobertura Vegetal do Cerrado

O Cerrado é a segunda maior região biogeográfica da América do Sul, ocupando cerca de 22% do território brasileiro (~2.000.000 km²). Sua área contínua incide sobre os estados de Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Minas Gerais, Bahia, Maranhão, Piauí, Rondônia, Paraná e São Paulo. Nele estão localizadas as nascentes das bacias do Araguaia-Tocantins e São Francisco além dos principais afluentes das bacias Amazônica e do Prata, conferindo assim uma importância estratégica em termos de disponibilidade de recursos hídricos

Atualmente o Cerrado tem passado por uma significativa conversão de habitat devido à abertura de novas fronteiras agrosilvopastoris e também pela exploração predatória de seu material lenhoso para produção de carvão. Até o início da década de 1960, o Cerrado permaneceu relativamente isolado das outras regiões do Brasil, porém o desenvolvimento de novas tecnologias e da criação de programas governamentais de incentivo a ocupação, implementados a partir da década de 1970 transformou-o em nova e importante fronteira agrícola brasileira. Essa transformação modificou os aspectos socioeconômicos regionais e impulsionou a produtividade agropecuária, tornando o Brasil um dos principais produtores mundiais de commodities agrícolas.

Nesse contexto, uma das ações implementadas no Brasil é o Programa Iniciativa Cerrado Sustentável, que visa promover o aumento da conservação da biodiversidade e melhorar o manejo dos recursos naturais do Cerrado, por meio de apoio a políticas para fortalecimento de instituições públicas e da sociedade civil, envolvidas com a conservação ambiental. Este programa é conduzido pelo Ministério de Meio Ambiente (MMA) e conta com recursos financeiros oriundos do Global Environment Facility (GEF) por meio do Banco Mundial e do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio).

Em 2013, o MMA fomentou a união de um grupo de instituições públicas brasileiras com larga experiência em sensoriamento remoto, geoprocessamento e mapeamentos de larga escala, para realizar a primeira versão do projeto intitulado Mapeamento do Uso e Cobertura Vegetal do Cerrado - TerraClass Cerrado. Assim, sob coordenação do MMA, técnicos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), da Universidade Federal de Goiás (UFG) e da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) juntaram esforços e competências para a formulação do mapeamento abrangendo a área contínua do Cerrado.

Resultados:

Classes Área (km2) %
Agricultura anual 174006 8.53%
Agricultura perene 64512 3.16%
Mineração 247 0.01%
Mosaico de ocupações 2326 0.11%
Pastagem 600832 29.46%
Silvicultura 30525 1.50%
Solo exposto 3621 0.18%
Urbano 8797 0.43%
Outros 73 0.00%
Natural Florestal 418789 20.54%
Natural Não Florestal 692301 33.95%
Natural não vegetado 2609 0.13%
Água 15056 0.74%
Não observado 25549 1.25%
Total 2039243 100%


A partir de agora o Brasil conta com uma base de dados sobre a vegetação nativa e o uso das terras na Amazônia e no Cerrado, cobrindo aproximadamente 73% do território nacional, ampliando a compreensão das dinâmicas ecológicas, econômicas e produtivas e das relações entre a pecuária e a agricultura nas principais fronteiras agropecuárias do Brasil.

O projeto, idealizado para gerar dados compatíveis com a escala cartográfica 1:250.000, utiliza como base de mapeamento 118 cenas do satélite Landsat 8, sensor Operational Land Imager ( OLI), do ano de 2013 que recobrem todo o bioma. A área mínima mapeável é de 6,25 hectares e a legenda adotada é composta das seguintes classes temáticas:

Natural:
Florestal
Não Florestal (Savânico e Campestre)
Natural nao vegetado (bancos de areia, afloramento rochoso)
Corpos Dagua

Antrópico:
Agricultura (perene e anual)
Pastagem
Silvicultura
Mineração
Urbano
Mosaico de Ocupação
Solo Exposto
outros

Não Observado:
Queimadas, Nuvens e Sombras de Nuvens

Divisão dos trabalhos entre as instituções executoras:

UFG: Seleção, pre-processamento e segmentação das imagens, mapeamento das áreas urbanas, mineração e mosaico de ocupações,

IBAMA CSR: Mapeamento da vegetação natural (formações campestres, savanicas e florestadas) e pastagens,

INPE OBT e CRA: Mapeamento da vegetação natural (formações campestres, savanicas e florestadas) e silvicultura. Metodologia para validação,

EMBRAPA MONITORAMENTO POR SATÉLITE: Mapeamento da agricultura perene,

EMBRAPA INFORMÁTICA AGROPECUÁRIA: Mapeamento da agricultura anual,

UFU: Validação final do mapeamento.


Instituições Participantes


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